Em comunicado, o Conselho da UE explica que o regulamento alterado, que aborda também as tecnologias quânticas, permite o desenvolvimento e a exploração de gigafábricas de IA na Europa, com vista ao reforço da indústria e competitividade, bem como à promoção da cooperação através de parcerias público-privadas que incluam os Estados-Membros e as partes interessadas da indústria.

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As alterações estabelecem também regras no que respeita ao financiamento e contratação pública para salvaguardar os interesses das startups e das scaleups, dando também uma maior flexibilidade aos parceiros das iniciativas e ajudando a "impulsionar a liderança europeia nas áreas da inteligência artificial e das tecnologias quânticas".

Citado em comunicado, Nicodemos Damianou, ministro-adjunto da Investigação, Inovação e Política Digital do Chipre, realça que "a IA é uma das tecnologias mais críticas do nosso tempo", acrescentando que "investir na infraestrutura necessária para a IA é essencial para reforçar a resiliência, a competitividade e a soberania da Europa".

Após a aprovação pelo Conselho da UE, o regulamento atualizado será publicado no Jornal Oficial da União Europeia a 19 de janeiro e entrando em vigor no dia seguinte.

Como recorda o Conselho, o regulamento do EuroHPC já tinha sido alterado em 2024 para incluir o desenvolvimento e a operação de fábricas de IA. A segunda alteração, proposta pela Comissão Europeia e apresentada a 15 de julho de 2025, dá continuidade aos esforços reunidos nesta área, apoiando a criação de gigafábricas de IA.

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Recorde-se que em junho do ano passado, a Comissão Europeia tinha dado conta do elevado número de propostas recebidas para a criação de gigafábricas de IA. Ao todo, foram recebidas 76 respostas, de 16 Estados-membros e relacionadas com 60 localizações diferentes.

Segundo o executivo comunitário, as gigafábricas vão permitir o uso de soluções de computação em grande escala e a criação de hubs de armazenamento de dados que podem ser usados no desenvolvimento, treino e implementação de modelos de IA e aplicação em hiperescala, com modelos de trilliões de parâmetros.

Na altura, a Comissão Europeia queria abrir o concurso oficial para a instalação das Gigafábricas de IA no final de 2025. No entanto, o processo acabou por ser adiado para o início do novo ano, como detalhado pelo executivo comunitário aquando do anúncio de um memorando de entendimento com o Banco de Investimento Europeu e o Fundo de Investimento Europeu.

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Portugal quer fazer parte desta "corrida", com uma proposta apresentada em junho a Bruxelas pelo Banco Português de Fomento (BPF) com vista à instalação de uma gigafábrica de IA em Sines, num projeto que ronda os 4 mil milhões de euros.

A instalação de uma gigafábrica de IA também faz parte dos planos do Governo, sendo uma das 32 iniciativas que fazem parte do Plano de Ação da Agenda Nacional de Inteligência Artificial (PAANIA) para o quinquénio 2026-2030, concebido por sua vez para operacionalizar a Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA), publicada em Diário da República no início de janeiro.

Nota de redação: A notícia foi atualizada com mais informação. (Última atualização: 14h01)

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