Os terminais laser ATLAS-1 prometem ser 100 vezes mais rápidos, além de mais resilientes à interferência na comunicação de pequenos satélites. A empresa europeia de tecnologia espacial, Astrolight, pretende demonstrar já em março o seu sistema de comunicação em órbita. A tecnologia utiliza terminais de comunicação por laser compactos e energeticamente eficientes no Espaço, procurando ser uma alternativa às grandes ofertas como a Starlink.

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A empresa diz que o Espaço está cada vez mais “populado” e o licenciamento de espectro é mais difícil, obrigando os operadores de smallsats a sacrificarem constantemente a velocidade de download para diminuir os custos das missões, o que pode levar a maiores riscos de interferência do sinal. A proposta da Astrolight é utilizar um terminal de comunicação laser, garantindo velocidades superiores e maior segurança nas ligações entre o Espaço e as bases terrestres para pequenos satélites.

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Os terminais de comunicações ATLAS-1 prometem ligações de elevada largura de banda, até 1 Gbps e vão ser testados no Espaço, a bordo de dois satélites de clientes. Os terminais seguem à boleia do Transporter-16 da SpaceX, marcado para março. Segundo o CEO da Astrolight, Laurynas Mačiulis, esta missão será um grande marco para a indústria global de pequenos satélites, garantindo equipamento mais pequeno e mais acessível que outras soluções no mercado.

A Astrolight pretende assim democratizar a comunicação por laser, por também ser mais segura que as frequências rádio tradicionais. Além da velocidade superior, o sistema de comunicação é imune à interferência eletrónica, interseção e bloqueio. “Integrar a comunicação laser nos sistemas espaciais é uma das melhores formas de entregar conectividade segura e de elevada capacidade, enquanto se reduz a dependência do escasso espectro de rádio e as suas limitações”, aponta Laurynas Mačiulis.

Antecipando a demonstração no Espaço, o ATLAS-1 completou diversos testes com os clientes para confirmar a consistência das operações nos satélites em diferentes condições de ambiente. Os terminais vão partir à boleia de dois satélites que fazem parte de uma iniciativa grega, apoiada pela Agência Espacial Europeia. Vão operar com a constelação de satélites ERMIS e a missão PeakSat, tendo como objetivo ajudar o avanço da infraestrutura espacial nacional grega.

O sistema de downlink ótico será garantido pelo ATLAS-1, enquadrado numa constelação que pretende oferecer serviços de comunicações espaciais, tais como 5G-IoT em órbita terrestre baixa e ligações inter-satélites, essenciais para suportar as capacidades de observação do planeta, sobretudo na área da agricultura. As ligações laser entre os terminais ATLAS-1 a bordo dos satélites e as estações terrestres vão ser testadas entre diversos cenários, ângulos de elevação, condições meteorológicas e ambientes de iluminação.

Mesmo antes do início dos testes do ATLAS-1, a Astrolight já começou a trabalhar na segunda geração dos terminais de comunicação por laser, o ATLAS-2.

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