Num cenário de desastre, o acesso à informação é crucial. Por outro lado, certos fenómenos são particularmente difíceis de prever, como as inundações repentinas, o que torna a resposta antecipada ainda mais complicada. A Google tem vindo a ajudar nas previsões em rios através do FloodHub e, agora, tem uma nova metodologia impulsionada por IA para as inundações repentinas.
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Como detalhado por Gila Loike, Product Manager da Google Research, numa sessão online com jornalistas, em que o TEK Notícias participou, o Groundsource transforma informação pública num registo de alta qualidade de dados históricos sobre desastres.
O objetivo é tornar a informação disponível publicamente num “kit de ferramentas” para ajudar comunidades a prepararem-se para desastres naturais. Nesta primeira fase, o Groundsource foi usado para desenvolver um arquivo de informação sobre inundações repentinas, mas, no futuro, tem o potencial de ser aplicado a outros eventos extremos.
Gila Loike explica que, apesar do trabalho desenvolvido com o Flood Hub, não é possível usar as mesmas metodologias para as inundações repentinas em zonas urbanas. A lacuna de dados existente “torna quase impossível o desenvolvimento de modelos fáveis que funcionem em todas as situações”, afirma.
Por esse motivo, a Google decidiu explorar como os modelos de linguagem de grande escala (LLMs, na sigla em inglês) podem ser usados para colmatar estas lacunas de informação. Segundo a responsável, esta é a primeira vez que a equipa da Google Research usou LLMs para reforçar a capacidade de tomar medidas concretas em situações de crise.
Para criar o arquivo do Groundsource, os investigadores usaram os Gemini para analisar 5 milhões de artigos noticiosos, de um período de 20 anos, vindos de 150 países e escritos em 80 idiomas diferentes. A partir desta análise, foram identificados mais de 2,6 milhões de eventos históricos de inundações, com os investigadores a usarem o Google Maps para criar limites geográficos para cada um deles.
Os dados do Groundsource foram depois utilizados para preparar um novo modelo capaz de prever inundações repentinas em áreas urbanas até 24 horas antes. As previsões destes fenómenos juntam-se agora ao Flood Hub, naquilo que Gila Loike descreve como uma “melhoria significativa” às capacidades da plataforma.
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Embora ainda existam limitações, como, por exemplo, a disponibilização de informação relativa apenas a zonas urbanas, a responsável detalha que a solução continuará a ser desenvolvida, com o lançamento a afirmar-se como o primeiro de muitos passos rumo à melhoria nas previsões de inundações a nível global.
Embora o Groundsource ainda esteja numa fase inicial, o feedback que a tecnológica tem recebido de parceiros é positivo, afirma Juliet Rothenberg, Product Manager Director da área de resiliência de crises da Google, realçando o potencial da tecnologia desenvolvida para ajudar a prever ondas de calor ou deslizamentos de terra.
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