A nova linha dos seus smartphones topo de gama da Samsung, com três modelo Galaxy S26, chegou ontem ao mercado, depois do lançamento a 25 de fevereiro e de uma campanha de pré-vendas. Os novos modelos fazem uma evolução na continuidade, com ligeiras alterações no design e melhorias no desempenho, ecrã e fotografia, mantendo a aposta na integração da Inteligência Artificial como um dos principais diferenciadores.
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Em entrevista ao TEK Notícias, Bernardo Cunha, Head of Strategy & Product Marketing da área de Mobile da Samsung Portugal, destaca a visão de democratização da IA da empresa. "Com o Galaxy S26 estamos a caminhar para a democratização da IA", afirma, sublinhando que esta já é uma mudança estrutural e que se pretende que chegue ao maior número de pessoas possível com a Galaxy AI, alargando as funcionalidade a equipamentos em gamas de preços mais baixas.
Os números partilhados indicam que, no final de 2025, a Samsung contava com mais de 400 milhões de dispositivos com IA e a estimativa é de atingir os 800 milhões no final de 2026. Ainda assim, e lembrando que 80% das pessoas considera que a IA é benéfica e útil no dia, admite que "ainda há quem ache complicado tirar proveito das ferramentas", e que é necessária uma abordagem mais personalizada, mas também aberta e confiável.
Veja as imagens das primeiras impressões do Galaxy S26 Ultra
"O smartphone é o orquestrador do ecossistema, é o maestro de composição", defende Bernardo Cunha, sublinhando que a nova geração de Galaxy S vem elevar a experiência de IA. "Vemos uma utilização muito diferente dos vários dispositivos mas as pessoas acabam por recorrer quase sempre ao smartphone", com os utilizadores a perceber em que equipamentos fazem determinadas tarefas, mas o smartphone ganha pela portabilidade, capacidade de processamento e porque é o que estão mais habituadas a usar no dia a dia.
Apesar de admitir que as pessoas ainda usam uma pequena parte das ferramentas que estão disponíveis com a IA, estão longe de explorar o potencial, Bernardo Cunha afirma que a capacidade evolutiva tem permitido expandir as opções. "As pessoas usam mais features do smartphone em absoluto, mas o smartphone tem evoluído a um ritmo tão rápido que não sei se estamos a conseguir fechar esse espaço entre o que oferecemos e o que as pessoas realmente usam", dizendo que na IA há uma grande fragmentação na forma como utilizam.
Antes havia uma caminho finito para as opções e ferramentas, se a pessoa queria ouvir música ou pesquisa, mas com "a IA tem demonstrado o contrário, estamos constantemente a expandir o espectro das opções e depois conforme o comportamento dos utilizadores é que conseguimos difundir ou explicar melhor as que tiveram mais adesão", defende. "Estamos com um excedentário de oferta que tem sido um caminho de aprendizagem, colocamos e há coisas achávamos que iam ter uma adesão muito maior e outras que surpreendentemente na verdade foram as que as pessoas mais procuraram".
Bernardo Cunha usa como exemplo a adesão às ferramentas de edição de fotografia, referindo que as ferramentas de interpretação, onde a Samsung achava que iria haver mais sucesso, acabaram por não ser muito utilizadas.
Questionado em relação à segurança e privacidade, o Head of Strategy & Product Marketing da área de Mobile da Samsung Portugal, diz que numa área tão hiperpersonalizada é normal que os consumidores tenham uma preocupação redobrada nesta área. A Samsung tem reforçado o trabalho nesta área, para dar o controle dos dados e da forma como estes são utilizados e processados.
Bernardo Cunha detalha que as soluções que incluem a parte de pesquisa têm acesso à internet, mas a edição de imagem, vídeo, edição de texto, adição de elementos e remoção nas fotografiassão processadas no dispositivo. "O que queremos garantir é que a pessoa sabe em qual é que acontece em cada cenário, e temos a possibilidade de apagar todos os dados e voltar ao início, ou simplesmente limitar o acesso a tudo o que é online. Existe esta clara separação".
Para já as novas funcionalidades de IA estão disponíveis apenas na linha Galaxy S e Bernardo Cunha diz que ainda não tem informação sobre a cadência de disseminação, mas que habitualmente as ferramentas ligadas ao Gemini da Google acabam por ser disponibilizadas para outros equipamentos. Em relação ao processamento de imagem que é feita no dispositivo, é possível que não tenha a mesma performance porque a capacidade de processamento é diferente em relação ao S24, por exemplo, que foi o primeiro com IA. "O que fazemos é o roll out com as funcionalidades mais avançadas", explica.
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