Depois dos textos, imagens e vídeos, o Gemini pode agora criar também músicas personalizadas com um simples pedido por texto. A aplicação de Inteligência Artificial da Google passa a integrar o Lyria 3, a nova versão do modelo de geração de música criado pela DeepMind.

Uma canção para fazer um convite especial, dar os parabéns a um amigo ou família, ou para ilustrar um vídeo, tornam-se mais fáceis de criar e partilhar com a app Gemini. A Google garante que teve "muito cuidado com os direitos de autor e os contratos de parceiros" enquanto treinava o Lyria 3 e que o modelo foi "concebido para a expressão original e não para imitar artistas existentes".

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Já era possível criar músicas personalizadas com o Lyria, que foi anunciado em novembro de 2023 e que foi ganhando novas funcionalidades com a evolução da tecnologia. Músicas originais, em vários estilos, com vários instrumentos, harmonias e vozes, podem ser criados com um simples prompt de texto, a que pode adicionar fotografias e vídeos para melhor personalização.

O Lyria foi integrado com o YouTube para os criadores adicionarem músicas aos seus vídeos, mas só nos Estados Unidos, e estava também disponível no Vertex AI do Google Cloud para uso empresarial, mas agora chega a todos os utilizadores da app Gemini.

A nova versão do modelo de criação de música, o Lyria 3, pode gerar as letras da canção com informação básica, e o utilizador tem maior controlo criativo sobre o estilo, a voz utilizada e o tempo de duração da faixa. Com as novas ferramentas pode criar letras mais personalizadas e adaptadas ao objetivo, e músicas mais complexas e ricas em detalhes.

Veja o vídeo com a demonstração de como usar a funcionalidade do Lyria

Como sempre, quanto mais informação fornecer mais original será a música. Se o amigo que celebra o aniversário gosta de Surf e bolos de chocolate, e é apreciador de jazz, pode dar esses detalhes e a letra será mais adaptada, tal como a própria música.

O resultado é uma faixa de som com 30 segundos e uma capa de disco personalizada gerada pelo Nano Banana. Pode partilhar a criação com os amigos com um link ou fazendo o download da música.

E se estiver pouco inspirado pode também usar o guia de prompts que a Google publicou para ajudar a gerar melhores resultados.

Guia de prompts para o Lyria da Google DeepMind
Guia de prompts para o Lyria da Google DeepMind créditos: Google

O Lyria 3 também vai ser disponibilizado no YouTube para ser usado nos vídeos curtos e a Google diz que depois de o disponibilizar nos Estados Unidos vai alargar o acesso a outros países. 

A ferramenta pode ainda não estar disponível na sua aplicação porque o rollout é progressivo, mas Portugal está na lista dos países onde o Gemini vai dar música em português de Portugal.

Lyria 3 no Gemini
Lyria 3 no Gemini

"O componente visual do "player de áudio" do Lyria 3 está sendo liberado por regiões. Como estamos exatamente no dia do lançamento (18 de fevereiro de 2026), os servidores de renderização de áudio estão sob altíssima demanda", explica o Gemini, justificando o facto de ainda não conseguir integrar a faixa de áudio na aplicação.

Marca de água nas músicas e verificação de uso de IA

Mesmo com toda a personalização, não vale a pena pensar que vai criar uma obra-prima musical. A Google admite que a ideia é dar acesso a "uma forma divertida e única de se expressar" e garante que teve muito cuidado com o treino do Lyria 3, que foi  "concebido para a expressão original e não para imitar artistas existentes". 

"Se o seu comando nomear um artista específico, o Gemini vai considerá-lo uma inspiração criativa geral e criar uma faixa com um estilo ou um ambiente semelhante", explica o post assinado por Joël Yawili, Senior Product Manager da app Gemini.

As músicas têm marca de água com indicação de que foram criadas com inteligência Artificial e estão integradas no SynthID. A Google diz ainda que está a reforçar a capacidade de verificação de uso de IA na aplicação Gemini para incluir faixas de áudio e que basta carregar um ficheiro e perguntar se foi gerado com a IA da Google para saber se há "artificialidade" criativa envolvida.  

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Nota da Redação: A notícia foi atualizada com mais informação sobre a disponibilização da ferramenta. Última atualização 17h21