Numa publicação na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos afirma que vai orientar Pete Hegseth, secretário da Defesa, assim como outros departamentos e agências relevantes, para “iniciar o processo de divulgação de ficheiros governamentais relacionados com vida alienígena e extraterrestre, fenómenos aéreos não identificados (UAP), objetos voadores não identificados (OVNI) e toda a informação associada a estes temas”.

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Ainda antes, Donald Trump tinha acusado Barack Obama de divulgar indevidamente informação confidencial ao falar publicamente sobre alienígenas, afirmando que o antigo presidente americano tinha cometido “um grande erro”. “Ele tirou isso de informação confidencial… Não devia estar a fazer isso”, disse Trump aos jornalistas durante uma deslocação ao estado da Geórgia, avança a Reuters.

Numa recente entrevista com Brian Tyler Cohen, divulgada no último fim de semana, Barack Obama foi questionado sobre se os alienígenas são reais. “São reais, mas eu não os vi”, respondeu o antigo presidente americano. “Não estão ‘guardados’ na Área 51. Não existe nenhuma instalação subterrânea, a menos que haja uma enorme conspiração e a tenham escondido do presidente dos Estados Unidos”, afirmou.

Perante a atenção que as declarações despertaram, Barack Obama, numa publicação no Instagram, esclareceu que não viu “qualquer prova” durante a sua presidência “de que extraterrestres tenham estabelecido contacto connosco”.

“Estatisticamente, o Universo é tão vasto que é provável que exista vida algures. Mas como as distâncias entre os sistemas solares são tão grandes que a probabilidade de termos sido visitados por alienígenas é reduzida”, indicou o antigo presidente na mesma publicação.

Recorde-se que, nos últimos anos, o tema do avistamento de fenómenos aéreos não identificados voltou chamar a atenção do mundo, sobretudo após as declarações de três ex-membros das forças armadas ao Congresso norte americano, que partilharam informação sobre a existência de alegados programas militares secretos, assim como de encontros com objetos não identificados, incluindo de origem não humana.

Em 2023, a NASA tornou público o relatório realizado pela equipa de especialistas que reuniu em outubro de 2022 para estudar estes fenómenos, não tendo encontrado quaisquer evidências de que este tipo de fenómenos tenha origem extraterrestre.

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Já em 2024, um relatório revelou que as investigações realizadas pelo Governo dos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra Mundial não encontraram provas de tecnologia extraterrestre.

O relatório, realizado pelo AARO (All-domain Anomaly Resolution Office), conclui também que a maioria dos casos de avistamento de UAP eram, na verdade, objetos ou fenómenos comuns que acabaram por ser identificados de forma errada.

Embora tenha admitido que muitos casos de avistamento de UAP continuavam por resolver, o AARO, concluiu que se existissem mais dados, e de melhor qualidade, a maioria deles poderia ser também identificada como objetos ou fenómenos comuns.

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