Por Beatriz Duarte (*)

Nos dias de hoje, a análise de dados deixou de ser apenas uma ferramenta técnica de suporte às equipas, para se tornar um ativo estratégico fundamental para as empresas. À medida que a digitalização avança em Portugal e no mundo, gerir e explorar dados de forma eficiente passa a ser um diferencial competitivo e, para as organizações mais avançadas, uma exigência.

A análise de dados consiste em recolher, processar e interpretar grandes quantidades de informação para extrair insights relevantes. Quando usada estrategicamente, permite às empresas não apenas responder a eventos passados, mas prever tendências, otimizar operações e tomar decisões mais informadas.

De acordo com um estudo recente da Webloyalty, empresa líder em soluções de Retail Media para otimizar receitas de e-commerce, 15% dos portugueses já fazem compras online semanalmente, e mais de metade (53%) compra pelo menos uma vez por mês. Um comportamento que, para além de refletir a aceleração digital do nosso mercado, mostra uma realidade crucial: os consumidores estão em constante movimento e a capacidade de entender os seus hábitos permite às empresas não apenas responder a eventos passados, mas prever tendências, otimizar operações e tomar decisões mais informadas.

Os dados são um ativo valioso, oferecem insights que melhoram em muito a tomada de decisão e contribuem para o crescimento dos negócios. No entanto, simplesmente recolher grandes volumes de informação não é suficiente. É essencial que as empresas saibam como transformar esses dados em conhecimento útil e oportunidades de crescimento.

No plano da estratégia nacional, a Estratégia Portugal Digital define metas para 2030, incluindo que 75% das empresas adotem IA e análise de dados. A análise de dados deixou de ser uma opção técnica: é uma peça central da estratégia corporativa moderna e em Portugal, os investimentos em big data, IA e analytics mostram que muitas empresas já perceberam isso. No entanto, para transformar este potencial em vantagem sustentável, é preciso ir além da tecnologia — é necessário cultura, governação e visão a longo prazo.

Investir em análise de dados é, para as empresas portuguesas, apostar num ativo estratégico que pode gerar valor real: decisões mais acertadas, ganhos de eficiência, inovação, melhor experiência para clientes e uma gestão de risco mais robusta. Quem não aproveitar este momento arrisca ficar para trás na economia cada vez mais data-driven que define o nosso tempo.

(*) Tech Lead Data Analyst e Formadora na TechOf