Os óculos inteligentes já são uma realidade e modelos como os Meta Ray-Ban, que se afirmam como o modelo mais popular do mercado, venderam mais de sete milhões de unidades só em 2025. O problema é que se parecem com uns óculos normais, embora ligeiramente mais volumosos, e, para a grande maioria das pessoas, é difícil identificá-los à distância.
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Ao contrário de um smartphone levantado à altura dos olhos, os óculos gravam de forma completamente discreta, o que levanta preocupações sérias de privacidade em locais como ginásios, consultórios médicos ou até casas de banho públicas. Houve, inclusive, uma situação com a equipa legal da Meta que, durante uma audição em tribunal a 19 de fevereiro, foi advertida pelo juiz por estar a usar óculos inteligentes, o que lhe permitia gravar a audição, algo que é expressamente proibido por lei, noticiou o website Fast Company.
Outra situação similar ocorreu em dezembro passado, quando a MSC proibiu a utilização de óculos inteligentes nas zonas públicas dos seus navios de cruzeiro, como as piscinas, restaurantes e corredores. Este tipo de situações começa a ocorrer com maior regularidade, dando a entender a necessidade de aplicação de regras específicas para a utilização de dispositivos com câmaras que podem estar a gravar tudo, comprometendo assim os direitos de privacidade das pessoas em redor.
Até lá, a única de garantir a sua privacidade contra utilizadores destes dispositivos terá de partir da sua própria iniciativa, identificando a presença dos mesmos. Como tal, existem detalhes que o ajudarão nessa tarefa:
- Visual volumoso – A forma mais fácil de identificar a presença de óculos inteligentes com câmara integrada será a partir do seu visual. Estes tendem a usar uma armação mais larga e espessa que o habitual, especialmente nas hastes, onde tendem a estar pequenas aberturas ou relevos para os botões e entradas USB-C para carregar a bateria integrada.
- Câmara frontal – Por norma a câmara está sempre alojada na parte frontal da armação dos óculos. Alguns modelos mais básicos deverão usar uma câmara numa posição central, mas na grande maioria estão aplicados nos cantos superiores, junto à dobradiça das hastes.
- Sinalização luminosa – Tradicionalmente, todos os dispositivos que permitem captação de imagem tendem a ter a ter um indicador luminoso de quando a câmara está a gravar. No caso dos Meta Ray-Ban, estes utilizam um pequeno LED branco no canto superior direito da armação, do lado exterior.
- Sinal sonoro – Nem todos os fabricantes utilizam o mesmo tipo de sinalização, sendo que alguns utilizam um indicador sonoro, como se fosse um obturador de uma câmara digital.
- Via App – Já está disponível uma aplicação gratuita na Google Play Store, exclusiva para dispositivos Android, chamada de Nearby Glasses, que analisa os sinais Bluetooth em seu redor, alertando o utilizador sempre que detetar as assinaturas emitidas pelos principais óculos inteligentes do mercado.
- Via Bluetooth – Caso tenha um iPhone, ou não lhe apeteça instalar uma app específica para o efeito, poderá usar as definições de Bluetooth do seu smartphone e observar os dispositivos detetados. Os óculos inteligentes transmitem identificadores do fabricante que seguem padrões reconhecíveis, tal como acontece com auscultadores e auriculares durante o processo de emparelhamento.
O How To TeK é a rubrica do TEK Notícias que pretende ajudar todos os utilizadores em tarefas simples (mas que parecem complexas) na utilização de computadores e telemóveis. Se tiver sugestões de truques que quer ver esclarecidos envie um email para redaçao@teknoticias.pt.
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