Considerando que a inteligência artificial requer muita energia para alimentar os processadores, ao mesmo tempo que contribui de forma massiva para os efeitos de estufa no planeta, é necessário encontrar soluções para resolver os problemas ligados ao arrefecimento dos chips. Foi exatamente esse o objetivo da Microsoft na apresentação de nova tecnologia de refrigeração, alegando ser três vezes mais eficaz que os métodos convencionais.
A Microsoft admite que os chips de IA geram muito mais aquecimento que as anteriores gerações de silício e os equipamentos não se dão muito bem quando sujeitos a aquecerem. Refere ainda que a tecnologia de arrefecimento não evoluiu à mesma velocidade que os avanços dos chips e que em breve vão tornar-se um problema, colocando um teto à evolução. A gigante tecnológica avança com um novo sistema de arrefecimento que diz ter sido testado com sucesso, removendo o calor com três vezes mais eficiência que as soluções atuais.
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O novo sistema utiliza microfluídos, uma solução que diz trazer refrigerante líquido diretamente para o interior do silício, onde se acumula o calor. Os pequenos canais estão ligados diretamente à traseira do chip de silício, criando ranhuras que permitem ao refrigerante circular diretamente e dessa forma remover o calor mais eficazmente. Os investigadores dizem que utilizaram IA para identificar as assinaturas únicas de calor no chip e direcionar o refrigerante com maior precisão.
Esta solução poderá aumentar a eficiência da próxima geração de chips de IA, melhorando a sua sustentabilidade. A maioria dos GPUs a operar atualmente nos centros de dados são arrefecidos por placas geladas, mas que estão separadas da fonte de calor por várias camadas, o que limita a quantidade de calor que pode ser removido. “À medida que cada nova geração de chips de IA se tornam mais poderosos, estes geram mais calor. Daqui a cerca de cinco anos, se ainda estivermos dependentes das placas geladas para arrefecimento dos chips, ficaremos presos”.
Este novo sistema de microfluídos vai permitir designs com mais capacidade, oferecendo novas funcionalidades que garantem melhor performance num espaço menor. A tecnologia tem agora de ser testada para provar que é confiável de utilizar. Para já, os testes de laboratório são promissores, removendo o calor com maior eficácia do que as placas tradicionais, dependendo da carga de trabalho e configurações. Estes microfluídos reduziram também a temperatura máxima do silício dentro de um GPU em 65%, mas isto vai variar dependendo do tipo de chip, explica a Microsoft no seu blog.
A inspiração para o design do sistema de refrigeração dos chips vem da Natureza, nos veios que compõem uma folha ou as asas de uma borboleta. A tecnologia não é nova, mas raramente tem sido empregue a este nível.
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