Durante o dia de ontem, a Apple revelou o novo iPhone 17e, assim como o renovado iPad Air com chip M4, porém, conforme Tim Cook tinha referenciado nas redes sociais, a semana será toda ela marcada por novos lançamentos, sendo hoje o grande dia para a linha Mac. De uma só vez, a marca de Cupertino deu a conhecer o resto da gama de chips M5, com a chegada do M5 Pro e do M5 Max, assim como dos novos computadores MacBook equipados com a mesma.
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Começando pela família de chips M5, a grande novidade tecnológica é a aplicação daquilo que a Apple designa de Fusion Architecture, uma abordagem nova na marca que une dois módulos de silício num único SoC, com ligação de elevada largura de banda e baixa latência. Desta forma, o M5 Pro e o M5 Max passam a partilhar um processador (CPU) de 18 núcleos, composta por seis "super núcleos", ao qual se juntam doze núcleos de "alto desempenho" com maior eficiência energética.
Apesar de a Apple anunciar ganhos de desempenho multi-tarefa até 30% face à geração anterior, a grande aposta da marca está mesmo na controladora gráfica (GPU). Esta pode ter até 20 núcleos no M5 Pro, e até 40 núcleos no M5 Max, estando cada núcleo gráfico acompanhado por um acelerador neural. Está ainda presente um motor neural (NPU) dedicado de 16 núcleos, que permitirá acelerar todas as tarefas relacionadas com Inteligência Artificial, assim como das funcionalidades do Apple Intelligence, integradas nativamente no sistema operativo MacOS.
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Os primeiros computadores a tirarem partido destes novos chips são a nova gama MacBook Pro de 14 e 16 polegadas. De acordo com a Apple, com a inclusão dos novos chips será perfeita para acompanhar a evolução no armazenamento SSD que é até duas vez mais rápida que a solução usada nos seus antecessores, com velocidades que podem atingir os 14,5 GB/s. Em termos de capacidade, o modelo equipado com o M5 Pro aceitará até 1 TB, e o modelo com o M5 Max até 2 TB. No seu interior passará a contar o novo chip N1, que traz consigo as mais recentes normas de conetividade, como Wi-Fi 7 e Bluetooth 6.
O ecrã Liquid Retina XDR mantém a dimensão de 14,2 e de 16,2 polegadas, estando ambos disponíveis com o acabamento opcional de nanotextura. No topo encontra-se a câmara de 12 MP com Center Stage, e a bateria deverá garantir uma autonomia que chega até às 24 horas. Os novos MacBook Pro estão disponíveis em preto espacial e prateado, com preços que começam nos 1.949 euros para a versão de 14 polegadas, e 3.099 euros para a versão de 16 polegadas.
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Relativamente ao MacBook Air, este recebeu o chip M5 com CPU de 10 núcleos e GPU de até 10 núcleos, tendo cada um um Acelerador Neural, o que deverá garantir um desempenho de IA até quatro vezes superior ao modelo antecessor. O armazenamento base passa para 512 GB (o dobro da geração anterior), sendo o mesmo configurável até 4 TB.
Embora mantenha a mesma quantidade de memória RAM nos 16 GB, expansível para 24 ou 32 GB, este modelo viu a largura de banda crescer para os 153 GB/s, ou seja, um incremento de 28%. Visualmente idêntico ao antecessor, o novo MacBook Air mantém o design fanless, ou seja, dispensa de um sistema de arrefecimento ativo. Continua disponível com ecrãs Liquid Retina de 13,6 ou 15,3 polegadas, autonomia mantém-se nas 18 horas, e estreia o chip N1 com Wi-Fi 7 e Bluetooth 6.
Está disponível em quatro cores ( azul celeste, meia-noite, luz das estrelas e prateado) e preços que começam nos 1.249 para a versão de 13 polegadas e 1.549 euros para o de 15 polegadas.
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Por fim temos os novos monitores, uma linha de produto que já não era atualizada desde 2022, altura em que a marca de Cupertino lançou o Studio Display original. O novo modelo diferencia-se pela inclusão de uma câmara de 12 MP com Center Stage e Desk View, sistema de som de seis altifalantes e conectividade Thunderbolt 5 com duas entradas, permitindo assim combinar até quatro monitores em simultâneo. Este monitor de 27 polegadas conta com resolução 5K, 600 nits de brilho e reprodução da totalidade do espectro P3.
Já o Studio Display XDR diferencia-se pela introdução da tecnologia mini-LED com mais de 2.000 zonas de local dimming, o que lhe garante um rácio de contraste tremendo na ordem de 1.000.000:1, e um brilho máximo de 1.000 nits para conteúdos SDR e 2.000 nits para HDR. Este ecrã destaca-se igualmente pela maior taxa de atualização de 120Hz, reprodução do espectro de cores P3 e Adobe RGB e presets “DICOM” para imagiologia médica.
Quanto a preços, o Studio Display começa nos 1.699 euros, e o Studio Display XDR nos 3.499 euros. Todos estes produtos, incluindo os computadores MacBook Air e MacBook Pro já referidos, poderão ser encomendados a partir de amanhã, e estarão disponíveis para venda nas lojas a 11 de março.
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