Recentemente, os geradores de imagens potenciados por inteligência artificial têm tomado para si a atenção dos media, mas há outras ferramentas do género que, depois de muita aprendizagem, começam agora a dar frutos. Desta vez, falamos dos modelos musicais de machine learning, da artista Holly Herndon. Em parceria com o também artista, Mat Dryhurst, a norte-americana desenvolveu a Spawn, uma rede neural cantante, que não só vai integrar algumas das faixas do seu último álbum, como acaba de lançar o seu primeiro single a solo.

A música é um cover do clássico "Jolene", de Dolly Parton. A versão é ligeiramente mais lenta, mas em tudo semelhante à original. O instrumental ficou a cargo de Ryan Norris.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=74&v=kPAEMUzDxuo&feature=emb_title

A voz que ouvimos nesta música é de Holly+, um modelo que soa tal qual Holly Herndon e que foi criado com a ajuda da Spawn. O resultado é uma espécie de gémea digital, unicamente vocal, que pode agora ser utilizada por qualquer pessoa nos seus projetos.

O resultado é muito próximo de uma voz humana, à parte de algumas palavras onde a dicção parece falhar por breves instantes, Holly+ fala e canta como uma pessoa real. A respiração, que nos deixa ouvir as inalações que antecedem o início de novos versos, ajudam a cumprir com as exigências do detalhe. Na tentativa de imitar a criadora, este modelo cumpre perfeitamente o objetivo.

Se quiser, pode gravar a sua própria interpretação da música e pedir à Holly+ que a reproduza na voz de Herndon. Os artistas que quiserem explorar as capacidades desta tecnologia, devem aceder à Spawning para poderem dispor de ferramentas mais avançadas.

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