A guerra na Ucrânia tem-se consolidado como um dos maiores palco de inovação tecnológica militar do século XXI, transformando o campo de batalha num laboratório onde drones domésticos e sistemas de inteligência artificial ditam o ritmo dos confrontos. No entanto, num contraste entre a modernidade e o rudimentar, os soldados ucranianos estão a recorrer a ferramentas ancestrais para sobreviver.
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Relatos recentes vindos da frente de batalha, especificamente da 46.ª Brigada Aeromóvel Ucraniana, revelam que as forças de Kiev estão a utilizar canas de pesca e varas longas para intercetar e abater drones russos que sobrevoam as suas trincheiras, avança o site Business Insider.
A tática, embora pareça improvisada, responde a uma necessidade crítica de defesa a curtíssima distância. Os drones de visualização na primeira pessoa (FPV) e as unidades de reconhecimento pairam frequentemente a altitudes extremamente baixas para vigiar ou atacar posições específicas.
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Nestas circunstâncias, utilizar armas de fogo tradicionais pode ser ineficaz ou revelar a posição exata da unidade aos sistemas de vigilância térmica inimigos. A utilização de uma cana de pesca, equipada com uma linha resistente ou um gancho, permite aos soldados "pescarem" o engenho inimigo ou provocar o seu despiste mecânico sem que seja disparado um único tiro, mantendo o silêncio e a discrição necessários para a sobrevivência em terreno disputado.
A eficácia deste método reside na sua simplicidade e no baixo custo de implementação. Enquanto os sistemas de guerra electrónica e as baterias antiaéreas exigem investimentos de milhares de euros e componentes escassos, uma vara robusta é um recurso abundante e fácil de substituir. Além disso, a abordagem mecânica contorna uma das maiores defesas dos drones modernos, a sua resistência a interferências de sinal.
Um drone que esteja programado para resistir a bloqueadores de rádio continua a ser vulnerável a um obstáculo físico que se enrede nas suas hélices, provocando a queda imediata do aparelho. Este fenómeno sublinha uma evolução curiosa na natureza dos conflitos armados contemporâneos, onde a sofisticação tecnológica acaba por criar vulnerabilidades que são exploradas através de soluções artesanais. A adaptação da 46.ª Brigada demonstra que, no cenário de uma guerra, a criatividade e a capacidade de improvisação individual continuam a ser tão vitais como o apoio logístico.
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