De acordo com os dados partilhados pela Teamlyzer, espera-se um crescimento entre os 7% e 8% nos salários em comparação com 2025, com a com mediana a atingir 2.742 euros e média a subir para 2.850 euros.

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Por um lado, IA e automação são as funções que mais crescem em termos salariais (mais 12,9%). Por outro, os salários na área de programação web continuam em queda livre (menos 18,9%). Segundo os especialistas, a diferença salarial entre quem domina tecnologias emergentes e quem não domina vai aumentar drasticamente.

À medida que os seniores usam cada vez mais IA para tarefas que eram tradicionalmente de juniores, tal pode resultar em menos tempo em formação, menos mentoria e menos vagas de entrada. A previsão é de que muitos recém-licenciados nas áreas tecnológicas terão cada vez mais dificuldade em entrar no mercado de trabalho.

A dificuldade em entrar no mercado de trabalho também será também sentida por quem participou em bootcamps tecnológicos na esperança de reconverter a sua carreira para esta área, indica a Teamlyzer, acrescentando que, após o “boom” da pandemia, o mercado voltou a valorizar as engenharias tradicionais e o recrutamento está cada vez mais exigente.

A propósito de recrutamento, os especialistas apontam para a automatização como uma tendência crescente em 2026, à medida que cada vez mais empresas já usam IA para selecionar novos candidatos. Embora se preveja alguma resistência, sobretudo de candidatos e empresas "people first", esta será uma realidade na maioria das organizações do sector.

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Os despedimentos são uma tendência cada vez mais comum para as tecnológicas, sobretudo para as grandes empresas, e tudo indica que se vai manter em 2026, incluindo em Portugal. 

Com as crescentes apostas em IA e automação, e respetivos investimentos, as empresas vão fazer cortes e substituir por automação o que for possível de automatizar, detalha o relatório. Citando dados de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a Teamlyzer realça que 29% dos empregos portugueses podem estar em risco por IA e automação.

O fim do teletrabalho é outra das tendências apontadas para o mercado tecnológico português, prevendo um regresso quase completo ao modelo presencial pré-pandemia.

Apesar disso, Portugal continua muito atractivo, sobretudo para empresas americanas e alemãs. Só em 2025, contabilizam-se mais de 150 novos hubs no país, incluindo muitos centrados em alta tecnologia. A expectativa é de que esse número continue a crescer no novo ano, afirmam os especialistas.

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