Depois de um eclipse lunar total em setembro do ano passado, que conseguiu ser observado em Portugal, a Lua voltou a estar “pintada” de vermelho esta terça-feira. Desta vez, a visibilidade total do fenómeno esteve limitada a algumas regiões, incluindo nas zonas mais a leste do continente asiático e da Austrália, Nova Zelândia, Pacífico e nas partes mais oeste da América do Norte.
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Como já é habitual, o fenómeno foi captado por vários entusiastas da observação astronómica, com fotografias impressionantes que mostram a “Lua de Sangue” em todo o seu esplendor, como pode ver na galeria que se segue.
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Como explica a NASA, os eclipses lunares só acontecem na fase de Lua cheia, quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua. A sombra do nosso planeta é projetada sobre a superfície lunar, tornando-a mais escura, e por vezes vermelha, durante algumas horas.
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Num eclipse lunar total, a Lua entra na sombra da Terra, numa área chamada umbra. Parte da luz solar ainda consegue atravessar a atmosfera do nosso planeta e chegar à superfície lunar.
Neste processo, a luz é filtrada e as cores com comprimentos de onda maiores, como vermelho ou laranja, atravessam com maior facilidade, dando à superfície lunar um tom avermelhado, motivo pelo qual o fenómeno é muitas vezes apelidado de “Lua de Sangue”.
Já num eclipse parcial, o alinhamento entre o Sol, a Terra e a Lua não é perfeito. Apenas parte da Lua entra na umbra, ficando parcialmente coberta pela sombra. Por fim, num eclipse penumbral, a Lua passa apenas pela penumbra, isto é, a zona mais difusa da sombra da Terra.
Recorde as imagens do último eclipse lunar total
Recorde-se que o próximo eclipse lunar, neste caso parcial, acontecerá em agosto, entre os dias 27 e 28. O fenómeno será visível em várias regiões das Américas, Europa, África e ainda da Ásia ocidental.
Ainda antes, no dia 12 de agosto, ocorrerá um dos eclipses mais esperados do ano. Este eclipse solar total será visível na Groenlândia, Islândia e Rússia, mas também em Espanha e numa pequena parte de Portugal.
Como detalhado por Rui Jorge Agostinho, astrónomo do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, em declarações à Lusa no ano passado, no nosso país, o eclipse será apenas visível em Bragança, mais especificamente na zona do Parque Natural de Montesinho.
Apesar disso, “ainda há uma percentagem elevadíssima de eclipse” no resto do país, indicou o astrónomo. Segundo os seus cálculos, o obscurecimento será de 98,2% no Porto, de 94,5% em Lisboa e de 92,7% em Faro. Já na Madeira e nos Açores, o obscurecimento ficará abaixo dos 80%, com níveis na ordem dos 77,5% no Funchal e de 76,9% em Ponta Delgada.
Rui Jorge Agostinho notou também que o eclipse ocorrerá “do lado poente” e quando “o Sol se estiver a pôr, portanto já próximo do horizonte” em Portugal. Tendo em conta a altura do ano, tipicamente com condições meteorológicas mais favoráveis, é provável que muitas pessoas consigam observar o fenómeno na costa atlântica, indica o astrónomo.
De acordo com um comunicado da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, partilhado também no final do ano passado, o último eclipse total solar observado em Portugal aconteceu em 1912. O próximo só ocorrerá em 2144, o que torna o eclipse de 2026 um “momento imperdível para várias gerações”.
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