Até 2030, os serviços móveis com ligação direta entre satélite e smartphone devam contar com 411 milhões de utilizadores ativos mensais e gerar receitas de 11,99 mil milhões de dólares, de acordo com as previsões da Omdia no relatório Smartphone Satellite Direct-to-Device (D2D) Forecast.

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A confirmarem-se as previsões, o segmento vai crescer a um ritmo anual de 80%, no que se refere ao número de utilizadores, e a uma média de 49% no que se refere ao volume de receitas.

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A consultora antecipa que os smartphones que usam tecnologias 4G ou 5G para assegurarem a ligação direta a satélites vão tornar-se dominantes no mercado de smartphones D2D via satélite e corresponder a mais de 95% dos números ativos.

A Omdia diz que os serviços D2D vão transformar-se rapidamente num recurso adicional essencial dos planos de serviços móveis, por serem uma garantia para continuar ligado, mesmo quando o utilizador está fora do alcance da cobertura da rede terrestre.

A prazo, a banda larga móvel baseada em satélite deve assumir-se também como um recurso importante para os operadores, que vai trazer mais flexibilidade para planear as suas infraestruturas em áreas rurais e de baixa densidade.

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Ao contrário das “soluções de telemóveis de modo duplo, que requerem uma ligação de comunicação por satélite proprietária no smartphone, as soluções baseadas em normas móveis, como o Starlink D2C e o AST SpaceMobile, podem ligar-se diretamente a dispositivos compatíveis”, sublinha Guang Yang, analista principal da Omdia.

“Essa abordagem pode acelerar a adoção de serviços D2D via satélite e permitir comunicações de emergência via satélite para um utilizador comum durante um desastre”, uma vantagem que rapidamente será reconhecida.

Na próxima década, chegará o 6G, que será a primeira geração móvel a integrar de forma nativa tecnologia de rede não terrestre. O lançamento das primeiras normas está previsto para 2029, os anos seguintes devem ser de grandes desenvolvimentos na proliferação de serviços que tiram partido dessa evolução.

Nos últimos anos têm sido feitos vários testes de comunicações entre satélites e smartphones convencionais. Alguns operadores já têm planos definidos para o lançamento de serviços comerciais suportados na tecnologia.

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