O Ministério da Defesa Ucraniano identificou que as forças russas estão a utilizar terminais da rede Starlink para contornar as defesas ucranianas, que desativam os drones através do bloqueio dos sinais de GPS e de rádio no espaço aéreo do país. Após terem sido capturados alguns desses drones, com provas fotográficas, o Ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov explicou as implicações desta situação, e pediu apelou à SpaceX para ajudar a resolver a situação.
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Segundo o ministro ucraniano, o uso de terminais da Starlink torna os drones difíceis de abater. "Voam a baixas altitudes, são resistentes à guerra electrónica e são controlados pelos operadores em tempo real, mesmo a longas distâncias".
A resposta foi dada prontamente pela SpaceX, com uma publicação de Elon Musk, afirmando que os esforços para interromper o uso não autorizado por parte da Rússia "pareciam ter funcionado".
O ministério da Defesa anunciou também que deu início a um novo processo que permitirá que somente os terminais de satélite Starlink verificados e validados possam funcionar no território da Ucrânia, desativando todos os restantes.
Recorde-se que, desde o início do conflito em 2022, que a empresa activou o serviço Starlink na Ucrânia, tendo já aprovado o envio de mais de 50.000 terminais, avança a Euronews. As forças ucranianas dependem significativamente desta via de comunicação nas linhas da frente, sendo este tipo de ligação mais segura que as tradicionais comunicações via rádio, que podem ser interceptadas pelos militares russos.
Segundo a mesma fonte, que cita o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), as forças russas parecem confiar no sistema da Starlink para aumentar a resistência dos seus drones contra a guerra electrónica ucraniana.
Os terminais estavam a ser integrados no corpo dos drones BM-35, modelos de drones suicidas que têm um alcance de 500 quilómetros, permitindo assim um controlo remoto dos mesmos mais preciso e longínquo. Desta forma, estes drones tornam-se capazes de atingir territórios na maior parte da Ucrânia, assim como aceder a alvos na Moldova, Polónia, Roménia e Lituânia, utilizando a Rússia ou território ucraniano já ocupado como zonas de lançamento.
A SpaceX garante que não vende nem envia equipamentos da Starlink para a Rússia, assegurando que "não faz negócios de qualquer tipo com o governo russo ou com as suas forças armadas", segundo uma publicação nas redes sociais em fevereiro de 2024. Isto significa que os terminais ou foram obtidos através da captura de territórios na Ucrânia, ou a partir de países aliados à Rússia, onde os equipamentos são vendidos legalmente.
Ainda no que toca à SpaceX, a empresa de Elon Musk fez um novo pedido à FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA) para que seja aprovado o lançamento de um milhão de satélites na órbita da Terra, noticia a BBC.
O pedido está associado com o projeto da SpaceX em lançarem satélites que possam trabalhar como servidores de inteligência artificial (IA) de baixo custo e energeticamente mais eficientes que as infraestruturas terrestres.
Segundo o pedido efetuado, estes novos satélites seriam alimentados exclusivamente por energia solar, estariam todos ligados entre si por uma rede própria, bem como pela rede Starlink. Estes deverão orbitar entre os 500 km e os 2.000 km de altura, sendo a soa alocação em forma de camadas para evitar a sobrelotação do espaço em torno da órbita terrestre.
Para tal, também será essencial a utilização da tecnologia Stargaze, que utiliza os sensores dos satélites para identificar a localização precisa de cada um. Estes dados são posteriormente disponibilizados para todos os restantes operadores espaciais que os queiram usar, evitando assim possíveis colisões entre objetos no espaço.
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