A passagem da depressão Kristin causou danos extensos em infraestruturas críticas, impactando também o acesso a serviços de telecomunicações, afetando milhares de pessoas. Com a chegada da depressão Leonardo a Portugal, continuam a ser reunidos esforços para repor os serviços de comunicações, embora com dificuldades no terreno e incertezas relativamente a quanto tempo demorará a total reposição da rede.

Entre os esforços mobilizados pelas operadoras de telecomunicações está a disponibilização de dados móveis ilimitados nas zonas mais afetadas durante 30 dias, numa medida tomada pela MEO, Vodafone, NOS e DIGI.

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A MEO já tinha avançado ao TEK Notícias que "disponibilizou dados móveis ilimitados durante 30 dias nos concelhos mais atingidos" para facilitar o contacto com familiares, serviços de emergência e entidades de apoio. À medida junta-se também o "acesso gratuito ao serviço MEO Go Multi", para permitir o acompanhamento de informação por parte das populações afetadas.

A Vodafone Portugal confirmou ao TEK Notícias que “comunicou, a 1 de fevereiro, a atribuição de dados móveis ilimitados, durante 30 dias, aos seus clientes de serviço móvel nos concelhos onde foi decretada, a 31 de janeiro, a situação de calamidade”.

De modo semelhante, fonte oficial da NOS confirmou também que atribuiu aos clientes móveis dados ilimitados durante 30 dias aos clientes nos conselhos afetados.

Em comunicado enviado ao TEK Notícias, a DIGI Portugal indica que vai “disponibilizar dados móveis ilimitados durante 30 dias aos clientes do serviço móvel localizados nas zonas mais afetadas”.

"A disponibilização de dados ilimitados durante 30 dias nas zonas mais afetadas, será aplicada automaticamente e pretende garantir que as ligações móveis, essenciais para comunicar, trabalhar ou manter contacto com familiares e amigos, se mantêm ativas enquanto a situação regressa à normalidade", afirma a operadora de origem romena.

Do lado da ANACOM, a entidade reguladora afirma que tem vindo a acompanhar os impactos das depressões Kristin no sector das comunicações eletrónicas, e, "econhecendo o esforço que os operadores estão a fazer para retomar a normalidade na prestação de serviços nas zonas afetadas", avançou hoje com conjunto de medidas a recomendar aos operadores e ao Governo para acelerar a reposição dos serviços e atenuar os impactos junto dos utilizadores.

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Recorde-se que, esta segunda-feira, Sandra Maximiano, presidente da ANACOM, afirmou que, embora não se saiba com exatidão quanto tempo demorará a reposição da rede, "mais de 50% das infraestruturas que tinham sido afetadas foram recuperadas".

Segundo a responsável, que reforçou a presença de “muitos operacionais no terreno”, da entidade reguladora como das operadoras, “uma grande parte das falhas de energia decorre da afetação das infraestruturas, sobretudo com a queda de postos e outras antenas”.

Sandra Maximiano admitiu a possibilidade de existirem compensações financeiras para as pessoas impactadas pelos efeitos da depressão Kristin nas comunicações, afirmando que esta será uma questão a analisar, “porque geralmente os clientes são compensados quando existe alguma interrupção do serviço”.

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