De acordo com novos dados partilhados pela ANACOM, no último trimestre de 2025, a taxa de penetração dos acessos de clientes residenciais de banda larga fixa foi de 90,6 por 100 famílias, num valor que corresponde a mais dois pontos percentuais (p.p.) do que no mesmo período no ano anterior.

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Em comparação com o trimestre homólogo, registou-se um aumento de 2,1% (mais 100 mil)  nos acessos de banda larga, alcançando a marca dos 4,8 milhões, afirma a entidade reguladora em comunicado.

A fibra óptica foi responsável pelo aumento verificado do número de acessos, afirmando-se também como a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa, atingindo 72,2% do total de acessos, o que corresponde a mais 3,3 p.p. do que no último trimestre de 2024. A ANACOM detalha que, nos últimos 12 meses, o número de acessos suportados em fibra ótica aumentou 7,1% (mais 230 mil).

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Já o número de acessos suportados em redes de modem cabo registou uma diminuição de 8,4%, representando 21,4% do total (menos 2,5 p.p. do que há 12 meses). Houve também uma diminuição de 7,2% no número de acessos fixos suportados nas redes móveis, que tinham um peso de 4,5% do total (menos 0,4 p.p. do que há 12 meses).

O número de acessos ADSL manteve uma tendência decrescente, diminuindo 29,7%, devido à substituição por acessos de nova geração, representando 1,3% do total (menos 0,6 p.p. do que há 12 meses).

No que respeita à velocidade de acesso, 93,8% dos acessos de banda larga fixa disponibilizavam banda larga ultrarrápida, com downloads superiores ou iguais a 100 Mbps. A entidade reguladora destaca o aumento no número de acessos com velocidade superior ou igual a 1 Gbps, que cresceu 80,7% em comparação com o último trimestre de 2024.

Citando os mais recentes dados a nível europeu, a ANACOM aponta que, em julho de 2024, Portugal era o quarto país da UE com maior proporção de acessos com velocidades de download iguais ou superiores a 100 Mbps.

O aumento da proporção de acessos de banda larga ultrarrápida ocorreu em simultâneo com o desenvolvimento das redes de fibra ótica e da introdução do DOCSIS 3.x nas redes de modem cabo, indica, acrescentando que estes dois tipos de redes foram responsáveis por 76% e 23% dos acessos com pelo menos 100 Mbps, respetivamente.

Nos últimos três meses de 2025, o tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 4% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O tráfego médio mensal por acesso foi cerca de 323 GB, numa subida de 1,8% face ao último trimestre de 2024.

Olhando para o mercado do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa, a ANACOM aponta para as quotas de subscritores das quatro principais operadoras: MEO com 40,9%; NOS com 33,3%; Vodafone com 21,7%  DIGI/NOWO com 3,3%

Em comparação com o trimestre homólogo, a quota da DIGI/NOWO aumentou 0,5 p.p., sendo esta a operadora que captou mais acessos em termos líquidos. A quota da MEO diminuiu 0,3 p.p. e as quotas da NOS e da Vodafone diminuíram 0,2%.

Tendo em conta apenas os acessos residenciais, a MEO contou com a quota de subscritores mais elevada (39,0%). Segue-se a NOS (35,4%), a Vodafone (21,1%) e a DIGI/NOWO (3,8%). Em comparação com o trimestre homólogo, as quotas da MEO, NOS e Vodafone diminuíram 0,4 p.p., 0,3 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente, enquanto a quota da DIGI/NOWO aumentou 0,6 p.p..

Nos últimos três meses de 2025, a MEO atingiu uma quota de tráfego de banda larga fixa de 39,7%. Segue-se a NOS (32,7%), a Vodafone (22,5%), e a DIGI/NOWO (3,1%). As quotas de tráfego da Vodafone e MEO diminuíram 1,9 p.p. e 1,6 p.p., respetivamente. Por outro lado, as quotas da NOS e DIGI/NOWO aumentaram 2,2 p.p. e 1,2 p.p., respetivamente.

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