Se 2022 já tinha sido um ano atípico na tecnologia, em matéria de despedimentos, 2023 não está a começar melhor. Aliás, no arranque do ano já estão a ser batidos alguns recordes, pela negativa. Só entre a Amazon e a Salesforce somam-se intenções de despedir até 26 mil pessoas. Serão cerca de 18 mil na Amazon e 10% da força de trabalho na Salesforce, que conta com 80 mil colaboradores.
Os dados apurados pelo site layoffstraker.com mostram o impacto deste dois anúncios no mercado de emprego a nível global, em áreas tecnológicas. A contagem de despedimentos anunciados já este ano, em empresas do sector, segue nos 28.585, graças a 18 empresas. Amazon e Salesforce são as que mais se destacam neste grupo, mas há outras, como a Silvergate (cripto), que já comunicou este ano a decisão de despedir 200 colaboradores, ou a Vimeo (plataforma de partilha de vídeo), que vai despedir 150.
Estes mesmos dados mostram que, só nos primeiros seis dias de janeiro, foram anunciados mais despedimentos que em todo o mês de dezembro, quando foram comunicadas ao mercado por empresas de tecnologia 17.074 reduções de pessoal.
Se a comparação for feita com o último mês de novembro, os resultados são diferentes, ou não tivesse sido este o mês de 2022 com notícia de mais despedimentos. Tiveram ordem de saída das empresas onde trabalhavam, em novembro, 71.416 pessoas, um pico num segundo semestre todo ele marcado pelo fim de milhares de postos de trabalho num sector onde, em muitas áreas, o emprego disparou durante a pandemia.
Em todo o ano de 2022, a layoffstraker.com contabilizou 243.468 despedimentos em empresas de tecnologia, número que este ano tende a ser ultrapassado se a tendência dos primeiros dias de janeiro se prolongar.
Desde janeiro do ano passado, e até à data, nos lugares cimeiros da tabela dos despedimentos está também a Meta, que anunciou a saída de 11 mil colaboradores, precisamente em novembro. O Twitter, de onde, segundo as contas do layoffstracker.com, saíram no último ano 9.500 colaboradores, ou a ByteDance, dona do TikTok, que terá despedido 6.750 colaboradores. Nesta mesma lista está também a HP, que está em processo de rescisão com 6.000 colaboradores, ou a Cisco, que mandou embora 4.165 colaboradores.
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