Depois de “abrir o apetite” dos mais curiosos, a Xiaomi acaba de apresentar oficialmente a Xiaomi 17 Series, com dois novos modelos topo de gama, num evento em Barcelona, que o TEK Notícias acompanhou, em antecipação ao Mobile World Congress, que decorre este ano entre os dias 2 e 5 de março.
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Ainda antes da revelação dos smartphones, William Lu, partner e presidente da Xiaomi, destacou alguns dos marcos alcançados pela tecnológica em 2025, num ano que descreveu como "transformador": do desenvolvimento de chips e modelos de IA próprios à aposta na mobilidade elétrica., com mais de 500.000 automóveis entregues. Ao todo, para 2026-2030, a Xiaomi quer reforçar o investimento em tecnologias-chave para 24 mil milhões de euros, realçou o responsável.
A experiência de fotografia mobile continua a ser um dos grandes focos, desta vez reforçada com uma evolução na parceria de longa data com a Leica, em linha com o que as empresas já tinham anunciado antes do lançamento da nova gama de smartphones na China, em dezembro do ano passado.
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Embora partilhem algumas especificações, os dois modelos optam por designs diferentes. Por um lado, a versão Ultra mantém o estilo circular no módulo de câmaras, apostando agora numa versão reposicionada e concebida para ser mais discreta e menos intrusiva, afirma a marca.
Com 8,29 mm de espessura e um peso a rondar os 218 g, o Xiaomi 17 Ultra conta com um corpo plano e, para uma maior resistência, integra a Xiaomi Guardian Structure, dispondo de certificação IP68.
Além da inclusão de Xiaomi Shield Glass 3.0, que promete uma durabilidade 30% superior face à geração anterior, há espaço para materiais como fibra de vidro de alta resistência e liga de alumínio no painel traseiro e estrutura.
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Já para o modelo base da linha, o formato é mais compacto, com 8,06 mm de espessura e um peso de 191 g, e com um o módulo de câmaras que, embora mantenha o formato quadrangular, chega com algumas mudanças no design. Tal como o “irmão” mais apetrechado, o smartphone inclui a Xiaomi Guardian Structure, bem como Xiaomi Shield Glass e certificação IP68.
Apesar da diferença entre dimensões, os ecrãs OLED contam com brilho máximo até 3.500 nits, taxa de atualização adaptativa até 120 Hz e tecnologia de escurecimento DC. No caso do Xiaomi 17 Ultra, a inclusão da tecnologia HyperRGB permite aumentar a nitidez e otimiza o consumo de energia, indica a tecnológica chinesa.
Foco na experiência fotográfica de topo
O modelo Ultra está equipado com o Light Fusion 1050L, o primeiro sensor principal LOFIC de 1 polegada da Xiaomi, concebido para um desempenho HDR avançado, maior amplitude dinâmica e capacidade de preservar os detalhes nas imagens.
Além do sensor principal de 50 MP, está também em destaque uma teleobjetiva Leica de 200 MP, com distância focal variável entre 75 e 100mm e equipada com zoom ótico mecânico. A marca detalha que o sensor é capaz de entender a distância focal até um equivalente a 400mm (17,2x) para a fotografia de longo alcance.
Para completar a configuração de câmaras traseiras há uma ultra-grande angular de 50 MP e, para as selfies, uma câmara de 50 MP. No que toca ao vídeo, o smartphone suporta gravação Dolby Vision e ACES Log até 4K a 120 fps, tanto na câmara principal como na teleobjetiva.
No módulo de câmaras do Xiaomi 17 é possível encontrar um sensor Light Fusion 950, acompanhado por tecnologia Super Pixel 4-in-1 de 2,4 μm, numa combinação que promete uma gama dinâmica mais ampla, para imagens com maior riqueza de pormenores em diferentes condições de iluminação, afirma a Xiaomi.
O sensor principal de 50 MP é complementado por uma teleobjetiva flutuante Leica de 50 MP, com zoom óptico de 5x e AI Ultra Zoom até 20x, além de capacidade para captar fotografias macro a 10 cm.
À semelhança do modelo Ultra, a câmara frontal é de 50 MP. No vídeo, o Xiaomi 17 também tem suporte a gravação Dolby Vision e Log, mas a 4K e a 60 fps.
Nos dois modelos, ferramentas como o AI Creativity Assistant querem ajudar os utilizadores a explorar o seu lado mais criativo e as funcionalidades Xiaomi HyperConnect incluem partilha de ficheiros e configuração Multicam.
No interior, os novos smartphones incluem processadores Snapdragon 8 Elite Gen 5, acompanhados por CPUs Oryon de 3.ª geração e NPUs Hexagon, também da Qualcomm.
O modelo Ultra chega com uma bateria de 6.000 mAh, compatível com carregamento HyperCharge com fios a 90W e HyperCharge sem fios a 50W. A capacidade da bateria cresce para os 6.330 mAh no caso do Xiaomi 17, com a velocidade de carregamento com fios a subir para 100 W.
Em Portugal, o Xiaomi 17 estará disponível (nas cores Black, Venture Green e Ice Blue) com preços a começarem nos 1099,99 euros. Para o modelo Ultra (nos tons Black, White e Starlit Green), os preços começam nos 1.499,99 euros.
Tal como na geração anterior, há um kit especial de fotografia para a versão Ultra, no entanto, ainda não foram avançados mais pormenores quanto à disponibilidade para o mercado português.
Mas, a parceria entre a Xiaomi e Leica quer ir mais além. As duas empresas juntaram forças para a criação do Leica Leitzphone, um smartphone focado (quase) exclusivamente na fotografia, numa experiência onde a "tecnologia impulsiona a criatividade", destacou Matthias Harsch, CEO da Leica. O equipamento vai estar disponível por um preço de 1.999 euros, mas apenas em mercados selecionados.
Aposta reforçada nos nos tablets, wearables e gadgets
Além de smartphones, a Xiaomi aproveitou também para renovar o seu ecossistema de equipamentos, a começar pelos tablets da linha Pad 8, criados para a produtividade impulsionada pelo sistema HyperAI, integrado no sistema operativo HyperOS 3.0, afirma a marca.
O Xiaomi Pad 8 e a versão Pro estão equipados com ecrãs de 11,2 polegadas, com resolução 3.2K, 800 nits de brilho máximo e uma taxa de atualização de 144 Hz. O modelo Pro chega com um processador Snapdragon 8 Elite e a versão standard com um SoC Snapdragon 8s Gen 4.
Os dois modelos têm baterias generosas de 9.200 mAh, se bem que com diferenças no carregamento. A versão Pro suporta carregamento HyperCharge a 67 W e a versão standard opta por carregamento turbo de 45 W.
Com uma configuração de 8/128 GB, o Xiaomi Pad 8 vai estar disponível por 449,99 euros. Já a versão Pro Matte Glass, com configuração de 12/512 GB, tem um preço de 699,99 euros.
Dos tablets, passamos para os wearables com os Redmi Buds 8 Pro e com o smartwatch Xiaomi Watch 5. Como antecipado pela marca, os auriculares suportam até 55 dB de cancelamento ativo de ruído e contam com uma configuração coaxial tripla melhorada, além de unidade de processamento de áudio independente integrada em cada auricular e suporte a Dolby Audio.
Os Redmi Buds 8 Pro, que integram também a tecnologia Xiaomi Dimensional Audio, dispõem de uma autonomia de até 8 horas de utilização contínua, que sobe para 33 horas com a caixa de carregamento. A marca destaca o suporte a carregamento rápido, com 5 minutos de carga a traduzirem-se em até 2 horas de reprodução.
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O Xiaomi Watch 5 chega com a mais recente versão do Wear OS da Google e é o primeiro smartwatch da marca a integrar o Gemini nativamente. O ecrã de 1,54 polegadas é protegido por vidro de safira, tanto na parte frontal como traseira, num corpo envolvido por uma estrutura em aço inoxidável.
Entre as funcionalidades de monitorização da saúde e exercício, o relógio permite fazer avaliações rápidas dos sinais vitais, oferecendo informações avançadas de treino, bem como GNSS de banda dupla para mapas offline. A bateria de 930 mAh tem uma autonomia de seis dias no modo inteligente ou 18 dias no modo de poupança energética, afirma a Xiaomi.
Aos wearables juntam-se novidades nos powerbanks e a estreia tecnológica no mundo das etiquetas inteligentes com a Xiaomi Tag, cujos detalhes já foram revelados pela marca ainda antes do lançamento.
Com uma bateria de de alta densidade de 5.000 mAh, o novo powerbank da Xiaomi quer destacar-se pelo design leve e fino, com 6 mm de espessura e um peso de 98 g, num formato semelhante ao de um cartão para caber no bolso ou numa mala mais pequena. O UltraThin Magnetic Power Bank suporta carregamento rápido por USB-C, assim como carregamento sem fios até 15 W.
A Xiaomi Tag vai estar disponível por um preço de 14,99 euros (uma unidade) e de 49,99 euros (pack de 4, em exclusivo na Xiaomi Store) e o UltraThin Magnetic Power Bank, também exclusivo na loja da marca, tem um preço de 70,99 euros.
Nota de redação: O TEK Notícias viajou a convite da Xiaomi.
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