O unicórnio de origem portuguesa Sword Health anunciou uma nova geração da sua plataforma de cuidados de saúde suportada em inteligência artificial, a Phoenix. Numa apresentação partilhada pelo fundador, Virgílio Bento explica que a segunda geração da Phoenix é o culminar de cinco anos de trabalho e a concretização da visão que suportou a criação da empresa.
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Assente em tecnologia e modelos de IA desenvolvidos de raiz e treinados pela próprio Sword, a Phoenix evolui de um agente de IA para cuidados de saúde com sessões ao vivo, para uma plataforma de cuidados de saúde 24/7, sempre disponível para dar resposta às necessidades de quem a utiliza. “Permite não ter de esperar mais durante horas ou dias por uma resposta quando acordo a meio da noite com dores agonizantes nas costas, ou com uma crise de ansiedade”, exemplificou Virgílio Bento.
Nesta segunda geração, a plataforma conta com uma interface de comunicação completamente nova, sem botões, sem necessidade de aprendizagem prévia - só conversação, de texto e voz.
“Durante décadas tivemos de nos habituar à forma como os nossos computadores funcionam. Agora, pela primeira vez, os cuidados de saúde vão adaptar-se à forma como os humanos comunicam”, sublinhou o empreendedor.
A grande revolução desta nova versão está na capacidade de agir em múltiplas dimensões, do exercício à educação, nutrição, ou ativação para atividades sociais. Consegue “entregar cuidados de saúde em múltiplas dimensões, talhados à medida de cada membro”, graças àquilo que vai aprendendo sobre o utilizador e com o apoio permanente de técnicos humanos. Como frisou também Virgílio Bento na apresentação, a ideia não é substituir-se aos especialistas mas trabalhar com eles. Em todas as conversas os técnicos de saúde estão lá, como observadores ou intervindo diretamente quando a situação precisa de avaliação ou cuidados humanos.
Outra novidade da nova versão da plataforma Phoenix é a integração com todo o ecossistema de dispositivos wearable que utilizador possa ter. A partir daí recolhe informação sobre o nível de atividade dos membros, qualidade do sono, níveis de stress e outros. Também pode integrar com a agenda do utilizador, para perceber quando está livre ou ocupado e quais são os melhores momentos para interagir.
A Phoenix tem um sistema de memória clínica a longo prazo, que além de guardar informação histórica, permite aprender o que funciona com cada membro. “Numa crise de ansiedade, o Phoenix lembra-se que já existiu, mas também qual o exercício de respiração que resultou e qual foi a melhor abordagem”, exemplificou Virgílio Bento. Funciona sobre modelos clínicos proprietários criados e treinados pela Sword, segundo o responsável, um fator diferenciador tanto na capacidade de se moldar às especificidades do sector, como para garantir segurança e privacidade de todos os dados.
Numa publicação do LinkedIN, onde partilhou a apresentação, Virgílio Bento compara a importância deste lançamento para a Sword com o momento de lançamento do iPhone para a Apple.
“A Apple passou anos a aperfeiçoar o iPod antes de lançar o iPhone. O iPod não foi um trampolim, foi a base. A prova de que podiam construir algo que as pessoas iriam amar, confiar e usar todos os dias”, refere o gestor.
“Foi isso que os últimos cinco anos representaram para nós. Construir a evidência clínica. Ganhar a confiança. Provar que a IA pode oferecer cuidados reais, não apenas informações. Agora estamos prontos para o nosso momento iPhone”.
Recorde-se que a Sword Health anunciou há dias a compra de uma empresa alemã por 285 milhões de dólares, uma operação que deve acelerar a fundo a expansão na Europa. Também revelou que está a preparar uma nova ronda de financiamento de 500 milhões de dólares, quase tanto como já angariou em todas as rondas de investimento realizadas até agora.
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