O anúncio de despedimentos já não é uma novidade para o mundo da tecnologia. No ano passado, mais 32 mil trabalhadores foram despedidos na Europa, com valores ainda piores nos Estados Unidos, e tudo indica que esta é uma tendência que, pouco a pouco, se tornou no novo “normal” para as Big Tech.

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Como aponta o site Fast Company, a indústria tem recorrido cada vez mais aos despedimentos, em particular após períodos “intensos” de contratações, mas também devido a mudanças frequentes nas prioridades das empresas, impulsionadas sobretudo pela crescente popularidade da IA.

Olhando para o mercado de trabalho dos Estados Unidos, os despedimentos passaram a marcar o dia a dia após a pandemia de COVID-19, incluindo no sector da tecnologia.

Citando dados da Glassdoor, a mesma fonte indica que, depois do pico de despedimentos em 2023, os cortes continuaram, sendo até mais frequentes do que em anos anteriores. Já dados da plataforma Layoffs.fyi apontam para o despedimento de mais de 700 mil trabalhadores de empresas de tecnologia desde 2022.

Nos últimos três anos, tecnológicas como a Amazon, Meta, Google e Microsoft despediram dezenas de milhares de funcionários. Até a Apple, que costuma ser uma excepção à regra, avançou com despedimentos nos Estados Unidos em novembro do ano passado.

Apple avança com despedimentos nos Estados Unidos
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De acordo com Brett Coakley, executivo da Close Cohen, “infelizmente, os despedimentos deixaram de ser uma resposta de último recurso”, tornando-se mais como uma espécie de “ferramenta de planeamento anual”.

Além disso, à medida que os despedimentos continuam a agitar o sector, os empregos tecnológicos que outrora eram considerados estáveis já são uma aposta tão segura. “Os trabalhadores que pensavam estar protegidos estão a perceber que o prestígio não oferece, na prática, a segurança a que estavam habituados”, realça.

Para Brett Coakley, os trabalhadores estão cada vez mais relutantes no que respeita a apostar numa carreira nas Big Tech. Para alguns profissionais em início de carreira, olhar para empresas de menores dimensões ou reforçar as suas competências em áreas como IA parece ser a opção mais acertada, pelo menos, enquanto as gigantes não mudam de estratégia.

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