Além da venda de produtos ilegais, incluindo bonecas sexuais com aspecto infantil, a Shein está a ser investigada pelo seu design “viciante” e pela falta de transparência dos seus sistemas de recomendação, explica o executivo comunitário.
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“Na UE, os produtos ilegais são proibidos, quer estejam numa prateleira de uma loja como no mercado online”, afirma Henna Virkkunen, Vice-Presidente Executiva para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, citada em comunicado.
“O Regulamento dos Serviços Digitais protege os consumidores, assegura o seu bem-estar e dá-lhes informação sobre os algoritmos com que interagem. Vamos avaliar se a Shein está a cumprir estas regras a assumir a sua responsabilidade”, indica a comissária europeia.
O executivo comunitário detalha que a investigação vai centrar-se nos sistemas implementados pela Shein para limitar a venda de produtos ilegais na UE, incluindo daqueles que podem enquadrar-se na categoria de materiais de abuso sexual de crianças.
Serão também analisadas as práticas que recompensam os utilizadores com pontos ou prémios por determinadas interações, bem como os sistemas implementados pela plataforma para mitigar os riscos para os consumidores.
Os algoritmos usados para sugerir produtos e conteúdos aos utilizadores são outra das áreas da investigação. Como lembra Bruxelas, o DSA estabelece que a Shein deve revelar os principais parâmetros dos seus sistemas e fornecer, pelo menos, uma opção que não se baseie em perfis de utilizador.
Em novembro do ano passado, o governo francês tinha apelado à Comissão Europeia para tomar medidas mais “apertadas” em relação à Shein, acusando a empresa chinesa de violar as leis europeias devido à venda de bonecas sexuais com aspecto infantil e de armas na sua plataforma de compras online.
Na altura, a Comissão Europeia avançou que estava a acompanhar o caso e que não hesitaria em agir contra a plataforma se a venda de produtos ilegais fosse um "problema sistémico".
Recorde-se que em 2024, Bruxelas adicionou a Shein à lista de grandes plataformas online que têm de cumprir as obrigações do DSA. A plataforma tem vindo a ser escrutinada pelo executivo comunitário, após uma investigação ter verificado práticas comerciais ilegais.
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