Ainda este mês, o Discord tinha anunciado que passaria a exigir uma verificação de idade obrigatória, numa decisão que entraria em vigor já em março, tendo gerado polémica. No entanto, a plataforma avança agora que mudou os seus planos, adiando a implementação da nova política.

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“Deixem-me ser claro: sabíamos que esta decisão ia ser controversa”, admite Stanislav Vishnevskiy, CTO da empresa, numa publicação no blog oficial do Discord. “Olhando para trás, deveríamos ter dado mais detalhes sobre as nossas intenções e sobre o funcionamento do sistema”, afirma o responsável.

Stanislav Vishnevskiy afirma que a forma como a decisão foi comunicada levou muitos utilizadores a pensar que a empresa exigiria reconhecimento facial e o envio de documentos de identificação apenas para usar a plataforma.

Não é isso que está a acontecer, mas o facto de tantas pessoas acreditarem nisso mostra que falhámos na nossa tarefa mais básica: explicar de forma clara o que estamos a fazer e porquê. A responsabilidade é nossa”, admite o CTO da empresa.

A nova política de verificação de idade será então implementada a partir da segunda metade do ano. Até lá, a empresa tenciona avançar com uma série de medidas, como adicionar mais opções para verificar a idade e mais transparência em relação aos fornecedores envolvidos no processo.

Além disso, a plataforma vai adicionar uma opção alternativa para os canais com restrições de idade em tópicos como spoilers, política ou temas mais sérios. Ainda antes da entrada em vigor, será publicado um artigo detalhado no blog do Discord acerca do funcionamento dos sistemas automáticos de determinação de idade.

Nos países onde já existem leis que requerem o uso de plataformas de verificação de idade, como no Reino Unido, Austrália e, em breve, no Brasil, qualquer pessoa adulta que tente aceder a conteúdo com restrições etárias terá de verificar a sua idade através de um fornecedor como a k-ID para ter acesso.

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Recorde-se que, em outubro do ano passado, o Discord foi alvo de uma fuga de dados que expôs os documentos de identificação de 70 mil utilizadores, uma das soluções exigidas para o sistema de verificação de idade que estava em fase experimentar no Reino Unido e Austrália. A empresa afirmou que a falha ocorreu num fornecedor externo do serviço de verificação com quem deixou entretanto de trabalhar, passando agora a optar pela pela k-ID, a mesma empresa usada pela Meta.

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