A Intel anunciou oficialmente os seus novos processadores Core Series 2 Bartlett Lake, durante o Embedded World 2026, que decorre esta semana em Nuremberga, na Alemanha. A grande novidade destes chips é que chegam exclusivamente com núcleos de alto desempenho (P-Cores), abandonando a abordagem híbrida que mistura este tipo de núcleos com modelos mais eficientes (E-Cores), solução presente nas últimas gerações de processadores da marca.
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São ao foram revelados 11 modelos, divididos em três configurações de núcleos, com 8, 10 e 12 núcleos, estando estes disponíveis em variantes de 45W, 65W e 125W de TDP. O modelo topo de gama é o Core 9 273PQE, com 12 núcleos, 24 threads, 36 MB de cache e frequências que variam entre os 3,4 GHz base e os 5,9 GHz em modo boost. Já a versão mais acessível da família é o Core 5 213PTE, com 8 núcleos, voltado para tarefas profissionais mais básicas, daí o TPW reduzido de 45W, assim como a menor frequência, de 2,2 GHz a 5,2 GHz.
Outro ponto de destaque desta nova família de processadores Bartlett Lake é o regresso do encaixe LGA-1700, a mesma plataforma usada pelos processadores Intel Core da 12.ª à 14.ª geração, ou seja, utilizada pelas famílias de processadores Alder Lake (2021) até aos Raptor Lake Refresh (2023). Esta compatibilidade permite a realização de atualizações de sistema sem substituição de motherboard e memórias, reduzindo significativamente os custos de modernização de sistemas industriais que já usam motherboards com chipsets das séries 600 e 700. A Intel garante ainda suporte de disponibilidade de 10 anos para estes chips.
Do ponto de vista técnico, os Bartlett Lake são fabricados segundo o processo de fabrico de 10 nanómetros designado de “Intel 7”, utilizando a microarquitetura Raptor Cove, a mesma dos processadores Raptor Lake para o segmento de consumo. Suportam tanto memória DDR5 a 5.600 MT/s como DDR4 a 3.200 MT/s, com capacidade até 192 GB e suporte a ECC. A nível de conectividade, a plataforma disponibiliza até 16 pistas PCI-Express (PCIe) 5.0 diretamente pelo processador, mais quatro pistas PCIe 4.0, e inclui até oito pistas DMI 4, uma interface introduzida com os chipsets da série 600. Os gráficos integrados Intel UHD 770 permitem saída 4K nativa.
Relativamente à arquitetura destes processadores, a razão para a ausência de núcleos E-Cores é deliberada. Em ambientes industriais e de “edge computing”, onde a previsibilidade de latência é crítica, os núcleos híbridos podem criar estrangulamentos indesejados. Reforçando o foco em missões críticas, os Bartlett Lake incluem suporte LTSC para Windows, bem como as tecnologias Intel TCC (Time Coordinated Computing) e TSN (Time-Sensitive Networking). A Intel compara o seu Core 9 273PE com um Ryzen 7 9700X da AMD, afirmando desempenho determinístico 3,8 vezes mais rápido e tempo de resposta 2,5 vezes menor para estas exigências de processamento.
Apesar de toda a atenção que estes chips têm gerado entre entusiastas, a Intel foi clara quanto ao mercado-alvo. Embora os processadores sejam mecanicamente compatíveis com o encaixe LGA-1700, é pouco provável que os fabricantes de motherboards para consumo disponibilizem atualizações de BIOS generalizadas, o que significa que a maioria dos utilizadores domésticos não deverá contar com estes chips como uma opção de atualização tardia.
A ASRock, por exemplo, já confirmou que não irá suportar os Bartlett Lake, o que reduz ainda mais as hipóteses de compatibilidade alargada com motherboards existentes. Os Core Series 2 destinam-se a sistemas integrados, computação industrial, automação, smart cities e aplicações de saúde, sendo comercializados diretamente através de parceiros OEM, ou seja, sem distribuição no retalho tradicional.
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