A xAI estendeu as restrições à edição de imagens com o assistente inteligente Grok a todos os utilizadores da ferramenta. As restrições visam controlar a criação de imagens sexualizadas, que nas últimas semanas inundaram a internet provocando críticas e ações de governos e reguladores um pouco por todo o mundo, incluindo agora também nos Estados Unidos.
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“Implementámos medidas técnicas para impedir que as contas Grok permitam a edição de imagens de pessoas reais com roupas reveladoras, como biquínis”, anunciou a empresa numa publicação na X.
“Esta restrição aplica-se a todos os utilizadores, incluindo assinantes pagos”, acrescenta a mesma publicação na rede social X que controla a xAI, detida também pelo multimilionário.
A xAI garante que também bloqueou utilizadores com base na localização, para que não pudessem manipular imagens com trajes reveladores, em países onde esse tipo de exposição é ilegal.
Recorde-se que, depois da polémica, a X já tinha limitado o acesso às ferramentas de edição de imagens com os recursos de inteligência artificial do Grok para os utilizadores sem contas pagas, tanto na app do Grok como na rede social X.
Os recursos de edição de imagem do Grok estavam a ser disponibilizados sem restrições e daí resultaram milhares de imagens manipuladas de mulheres e menores de idade, sem roupa, com biquínis mínimos, ou em posições humilhantes.
Depois de na Europa a falta de salvaguardas do Grok já ter merecido fortes críticas de responsáveis da Comissão Europeia e obrigações reforçadas à X, também o Estado da Califórnia anunciou que está a pedir explicações à xAI e detalhes sobre as medidas previstas para controlar a disseminação deste tipo de conteúdos.
Entretanto, Elon Musk tem desvalorizado a questão e até reagido com humor na X, chegando mesmo a dizer que não tem conhecimento de imagens manipuladas de menores nus.
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