As descobertas foram feitas pela sonda Juno e acabam de ser anunciadas pela NASA, com resultados classificados como surpreendentes. A sonda entrou na órbita de Júpiter em 2016 e durante cada uma das 37 passagens pelo planeta usou os instrumentos a bordo para analisar a turbulenta plataforma de nuvens de Júpiter.

Esta é a imagem mais completa e com mais detalhe das características atmosféricas distintas e coloridas do planeta, que oferecem pistas sobre os processos escondidos abaixo de suas nuvens.

"Os resultados destacam o funcionamento interno dos cinturões e zonas de nuvens que cercam Júpiter, bem como seus ciclones polares e até mesmo a Grande Mancha Vermelha", explica a NASA

“Essas novas observações de Juno abrem um baú do tesouro de novas informações sobre as enigmáticas características observáveis ​​de Júpiter”, explica Lori Glaze, diretora da Divisão de Ciência Planetária da NASA na sede da agência em Washington. “Cada artigo lança luz sobre diferentes aspectos dos processos atmosféricos do planeta - um exemplo maravilhoso de como as nossas equipes científicas fortalecem a compreensão do nosso sistema solar”.

As tempestades de vórtice de Juno foram observadas com o radiómetro de micro-ondas (MWR) de Juno, em especial o anticiclone conhecido como Grande Mancha Vermelha. Maior do que a Terra, esta mancha tem intrigado os cientistas desde sua descoberta, há quase dois séculos.

Os resultados mostram que os ciclones são mais quentes no topo da atmosfera, e com menor densidade atmosférica, os anticiclones giram na direção oposta, são mais frios na parte superior, mas mais quentes na parte inferior. Os cientistas perceberam também que as tempestades são muito mais altas do que o esperado, com algumas a estenderem-se por 100 quilómetros abaixo do topo das nuvens.

Dois voos mais próximos da sonda permitiram medir mudanças de velocidade que deram nova informação. “A precisão necessária para obter a gravidade da Grande Mancha Vermelha durante o sobrevoo de julho de 2019 é impressionante”, disse Marzia Parisi, cientista Juno do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA no sul da Califórnia.

“Ser capaz de complementar a descoberta do MWR sobre a profundidade dá-nos uma grande confiança de que futuras experiências de gravidade em Júpiter produzirão resultados igualmente intrigantes”, refere.

A sonda Juno tem captado várias imagens, incluindo uma foto da lua Ganimedes quando celebrou 10 anos de atividade, e vai continuar em atividade.

Nota da Redação: A notícia foi atualizada com mais informação. Última atualização 20h42

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