Bruxelas está a preparar uma nova proposta para reforçar a cibersegurança que prevê o bloqueio progressivo de equipamentos fabricados na China em infraestruturas críticas na União Europeia.

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Como avança o Financial Times, que cita fontes com conhecimento na matéria, a proposta impedirá o uso de equipamentos de fabricantes como a Huawei e a ZTE em redes de telecomunicações, mas também em sistemas de energia solar.

A nova proposta, que será apresentada já esta semana, surge numa altura em que o “velho continente” está a rever a suas políticas nas áreas da tecnologia e segurança, com o objetivo de reduzir a dependência das grandes tecnológicas norte-americanas, mas também de fornecedores chineses considerados de “alto risco”.

Ao que tudo indica, Bruxelas quer tornar obrigatória a implementação da Toolbox do 5G, definida em 2020, numa possibilidade que já era equacionada anteriormente, limitando a utilização de tecnologia chinesa.

Europa pode avançar com bloqueio a tecnologia 5G da China, tornando toolbox obrigatória
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Até à data, a implementação das recomendações definidas em 2020 para as redes móveis de quinta geração é voluntária e alguns países da UE e operadoras de telecomunicações já adotaram medidas para retirar equipamentos das marcas chinesas da sua rede.

A aplicação desigual das medidas é vista por Bruxelas como um risco. De acordo com uma versão preliminar da proposta, a implementação de “soluções nacionais fragmentadas” mostram-se “insuficientes” para assegurar uma resposta coordenada ao nível europeu.

O calendário para remover e bloquear o uso destes equipamentos vai depender do risco que cada fornecedor representa para a Europa e para os sectores em causa, avançam as fontes. Além disso, os prazos propostos terão também em conta os custos envolvidos e a disponibilidade de fornecedores alternativos.

Após a apresentação por parte da Comissão Europeia, a proposta será negociada com o Parlamento Europeu e com o Conselho da União Europeia.

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