No ano passado, os envios de óculos inteligentes pelos fabricantes para as lojas de retalho aumentaram 322% para 8,7 milhões de unidades, de acordo com a análise da Omdia. A fomentar o crescimento esteve o interesse dos utilizadores numa categoria de produtos que tem vindo a ser melhorada com funcionalidades potenciadas por inteligência artificial.
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A Meta continua a liderar o mercado, com uma quota de 85,2% e 7,4 milhões de unidades enviadas para o retalho em 2025, seguida pelos fabricantes chineses Rokid e Xiaomi. Este número traduz uma taxa de crescimento de 281,3%, impulsionada principalmente pelo sucesso dos modelos da parceria Meta Oakley e da segunda geração da coleção Ray-ban.
Só os óculos Ray-Ban Display da Meta, que incorporam tecnologia de ecrã avançada venderam 84 000 unidades, com a procura a exceder a oferta. Para os números alcançados pela Meta contribuiu também a chegada destas ofertas a novos mercados, como a Índia ou o Brasil, durante o ano passado.
A Meta não está na China, onde o segmento dos óculos inteligentes tem crescido muito, graças às ofertas de fabricantes locais. As vendas realizadas no país durante o ano passado (das marcas para o retalho) representaram já 10,9% do mercado global de óculos com IA, fazendo do mercado chinês o segundo maior a nível mundial, apenas atrás dos Estados Unidos.
A inovação tecnológica está a cativar mais utilizadores para o segmento, com destaque para a integração de pequenos ecrãs nas lentes, como acontece nos Ray-ban Display.
“Esta abordagem baseada em ecrã melhora a integração avançada do assistente de IA, incorporando IA ambiental ao integrar inteligência na visão do utilizador sem interromper as interações naturais”, sublinha a Omdia. O resultado é uma experiência de interação “mais subtil e sensível ao contexto”, acrescenta a empresa de estudos de mercado, que identifica a tendência como um forte argumento para fazer crescer o mercado.
A entrada no segmento de players de outras áreas, como a fabricante de smartphones Xiaomi e a fabricante de automóveis Li Auto, também está a trazer alterações importantes e “reflete uma mudança mais ampla na forma como a indústria posiciona os óculos com IA”, diz a Omdia.
Isto tem contribuído para levar mais competitividade para dentro de um segmento onde vão marcar pontos as marcas que conseguirem integrar óculos com IA em ecossistemas de dispositivos mais abrangentes, antecipa-se.
Para 2026, a Omdia estima que as remessas globais de óculos com IA ultrapassem os 15 milhões de unidades, um crescimento impulsionado pela entrada no mercado de grandes fornecedores de dispositivos e grandes marcas da gigantes da tecnologia, mas também pelo aumento da produção e expansão para outros mercados da Meta.
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