O documento, que faz parte de um processo judicial na Califórnia, inclui excertos de uma audição realizada em março de 2025 a Adam Mosseri, diretor do Instagram.
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De acordo com a transcrição do depoimento, citada pela Reuters, o responsável afirmou que "de modo geral" a empresa não divulga resultados de inquéritos deste tipo, acrescentando que questionários baseados em autoavaliação são “notoriamente problemáticos”.
Segundo o depoimento, 8% dos utilizadores entre os 13 e os 15 anos disseram ter visto conteúdos em que alguém se automutilava ou ameaçava fazê-lo no Instagram.
Adam Mosseri afirmou também que a maioria das imagens sexualmente explícitas foi enviada através de mensagens privadas entre utilizadores, acrescentando que a Meta tem de ter em conta a privacidade dos utilizadores ao analisá-las. "Muitas pessoas não querem que leiamos as suas mensagens", disse o responsável.
Citado pela agência noticiosa, Andy Stone, porta-voz da Meta, esclareceu que o inquérito em questão foi realizado em 2021. Os dados indicados no documento resultaram de um inquérito a utilizadores do Instagram sobre as suas experiências na plataforma, não de uma análise direta das publicações, afirmou o porta-voz.
A Meta tem vindo a enfrentar várias acusações de que as suas plataformas estão a prejudicar os mais novos. Nos Estados Unidos, por exemplo, milhares de processos em tribunais acusam a empresa, além de tecnológicas como Google, Snap e TikTok, de criar produtos viciantes e de fomentar uma crise de saúde mental entre os jovens.
O julgamento de um desses casos começou em fevereiro, num tribunal em Los Angeles. A principal queixa do caso é feita por uma mulher de 20 anos, identificada apenas pelas iniciais KGM, que começou a usar plataformas como o Instagram e o YouTube ainda quando era criança.
Na queixa, KGM alega que o uso destas plataformas contribuiu para a sua depressão e para pensamentos suicidas, defendendo que as empresas incentivam deliberadamente o uso compulsivo por parte dos mais novos, apesar de conhecerem os riscos para a saúde mental e bem-estar.
O TikTok e a Snap, que inicialmente faziam parte do caso, chegaram a acordo com a autora da principal queixa antes do início do julgamento. Já na semana passada, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, foi ouvido no âmbito do julgamento, na primeira vez que o responsável testemunhou em tribunal sobre o impacto do Instagram na saúde mental dos jovens.
Durante o julgamento, Mark Zuckerberg reiterou que a Meta não permite jovens com menos de 13 anos nas suas plataformas, no entanto, documentos internos apresentados em tribunal contestam as afirmações feitas pelo responsável, avança a Reuters.
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