Depois de em 2024 ter movimentado 117,4 mil milhões de dólares, em 2030, a indústria de wearables deve valer 232,2 mil milhões de dólares. Relógios inteligentes e gadgets de ouvido vão dar os maiores contributos para o crescimento.

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O segmento dos óculos inteligentes será o que vai ter o crescimento mais rápido, graças à proliferação da oferta, diversificação dos casos de uso e dos recursos de IA envolvidos nas ofertas. Vai também influenciar o crescimento do sector, o interesse cada vez maior por ferramentas de monitorização da saúde e de inteligência artificial, de acordo com o estudo Wearable Tech da GlobalData.

Formatos inovadores, como os anéis inteligentes, também vão continuar a ganhar força e podem vir a substituir opções mais tradicionais para registar dados de exercício físico, antecipa-se.

Os headsets de realidade aumentada e realidade virtual, por seu lado, vão continuar a enfrentar restrições de adoção por causa dos preços elevados, do design volumoso e da falta de casos de uso aliciantes.

“A IA está a transformar os wearables de rastreadores básicos em assistentes inteligentes e sensíveis ao contexto, que oferecem informações personalizadas sobre saúde, conselhos de bem-estar e integração perfeita em ecossistemas digitais”, sublinha Pinky Hiranandani, analista de inteligência estratégica da GlobalData.

“A próxima onda de dispositivos vestíveis promete uma personalização ainda maior, antecipando as necessidades dos utilizadores, exibindo lembretes e transformando-se de parceiros passivos em ativos na área da saúde.”

Neste ecossistema, destacam-se empresas como a Samsung, que está a “expandir agressivamente” a linha de hardware, como mostra a entrada no mercado de aneis inteligentes em 2024 e no mercado de auscultadores com realidade aumentada em 2025.

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Empresas como a Microsoft seguem uma estratégia diferente e têm vindo a afastar-se do hardware, descontinuando os HoloLens 2 em 2024 e concentrando esforços em software e serviços de realidade mista.

A GlobalData acredita que são as empresas que conseguem combinar ecossistemas robustos de hardware e software e com capacidade para inovar, como a Samsung mas também como a Apple, que estão em melhor posição para ter sucesso no mercado de wearables nos próximos três a cinco anos.

A pesquisa sublinha que os wearables estão num caminho de afirmação, reforçado pela capacidade que as tecnologias mais recentes começam a proporcionar para integrarem novas funções e irem além daquilo que conseguiam propor numa primeira geração, onde ou replicavam funções já disponíveis em equipamentos como smartphones, ou tentavam ir além dessas funções mas com um fraco desempenho.

Ainda assim, não antecipa sucesso rápido para os wearables com IA: “não vão ganhar tração como produtos independentes tão cedo”, diz a GlobalData. Em vez disso, os recursos de IA serão integrados em dispositivos existentes, como relógios inteligentes ou óculos.

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