Com a crescente preocupação da poluição espacial, de satélites ou corpos de foguetões que estão à deriva na órbita da Terra, procuram-se soluções de limpeza para tornar as viagens mais seguras. Sobretudo as tripuladas, como as missões à Estação Espacial Internacional e futuramente à Lua, ou satélites operacionais essenciais que também orbitam o planeta.

A ESA tem um programa de limpeza do espaço a decorrer, com o objetivo de remover os satélites mortos nas órbitas com maior tráfego, publicando no seu blog os avanços realizados. Segundo a agência espacial europeia, os satélites abandonados representam um maior perigo porque são imprevisíveis e o seu projeto procura tentar compreender melhor o seu comportamento.

Satélite desativado
Um esboço de um satélite defunto às "cambalhotas" no espaço. Créditos: ESA

O método de remoção de satélites mortos envolve agarrar no objeto em questão. Mas para tal é necessário compreender a sua precisa orientação e movimento e as “cambalhotas” que estes objetos iniciam depois da sua missão ter chegado ao fim. O projeto combina observações óticas, de radar e laser para refinar um modelo computacional. Dessa forma, os cientistas procuram identificar e prever os movimentos de altitude dos objetos depois de algumas passagens. A ESA diz que foram observados cerca de 20 objetos desde o início do programa nos últimos dois anos.

E a lista de perturbações que despoletam o comportamento dos satélites desativados é longa: a interação dos campos magnéticos internos com a esfera magnética da Terra, o arrastro dos vestígios na atmosfera, os gradientes de gravidade entre a parte superior e inferior do objeto, a libertação de gases e fuga de combustível, assim como a pressão da radiação solar. Outros fatores como os impactos de destroços ou outros microobjetos podem também afetar o comportamento dos objetos espaciais.

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No estudo efetuado, os satélites e corpos dos foguetões que circulam nas órbitas baixas são influenciados por gradientes de gravidade e correntes do campo magnético. Há nas altitudes geoestacionárias, os satélites com painéis solares são mais sensíveis à pressão da radiação solar.

De recordar que a ESA lembra que nos últimos anos foram lançados mais satélites do que em seis décadas de exploração do espaço. Mais de 130 milhões de destroços com dimensões superiores e um milímetro estão na órbita da Terra e isso ameaça os satélites e o nosso futuro. ESA publicou aquela que diz ser a primeira carta de compromisso para redução do lixo no espaço. A Zero Debris Charter é uma iniciativa global que pretende envolver a comunidade no mesmo propósito. E mais de 40 organizações já se envolveram neste propósito, incluindo a Agência Espacial Portuguesa.

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