"Queremos dar à IA um corpo e uma alma". A afirmação é de James Li, CEO da Honor, que traçou a visão para a Inteligência Artificial da Honor, juntando a proposta do Alpha Phone apresentada no ano passado com a Alpha Store e a Alpha Lab, em colaboração com parceiros para o conceito de AHI - Augmented Human Intelligence.
Antes da abertura oficial do MWC26, em Barcelona, a Honor mostrou o seu novo smartphone dobrável, mas também o Robot Phone, que vai chegar ao mercado no segundo semestre deste ano, e o robot humanoide, que também sabe dançar.
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Lembrando o anúncio da integração do Deepseek no ano passado, o CEO da Honor sublinhou na sua apresentação que muito mudou no último ano "mas a velocidade é apenas uma parte da história", até porque " a tecnologia só interessa quando impacta a nossa vida".
Para James Li, a pergunta que temos de fazer não é o que a IA já faz mas o que pode fazer, "no ano passado lançámos o Alpha Plan, mais do que um roadmap, é o nosso compromisso, evoluímos de smartphone para AI Phone agora para Robot Phone [...] é mais do que uma evolução".
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Mais personalização da IA e um smartphone optimizado
O vermelho é a cor que a Honor escolheu para destacar no seu novo smartphone dobrável, o Honor Magic V6, que mantém o design, com pequenas mudanças, mas melhora em algumas categorias essenciais, como a bateria e o ecrã. O smartphone é o protagonista principal da apresentação da Honor no Mobile World Congress 26, que só começa oficialmente amanhã mas que já movimenta Barcelona. A marca tomou conta do Centro de Congressos para uma das maiores apresentações do MWC.
A escolha do tema Believers in the Future of AI deixa bem claro que a inteligência artificial está cada vez mais integrada em todas as áreas do sistema operativo, tomando conta de várias tarefas, com especial destaque para a fotografia. E a personalização foi destacada pela Qualcomm, que diz que o Magic V6 é o primeiro smartphone a usar a Qualcomm Sense para que o telemóvel "entenda" o utilizador e se adapte.
Os dobráveis da Honor têm-se destacado pela qualidade de ecrã, bateria e espessura reduzida, e o Magic V6 segue a mesma linha. Alguns pormenores, como a bateria e a classificação de IP69, já tinham sido relevados, e mostram que a Honor continua a estar apostada em bater os rivais mais diretos, como o Samsung Z Fold7 e o Pixel 10 Pro Fold, que não está à venda em Portugal.
O design também foi desvendado num vídeo partilhado nas redes sociais, onde o Youtuber Joe Weller faz um teste de resistência arriscado, confiando na resistência estrutural do smartphone
O smartphone é mais fino do que o anterior, com 8,7 mm, mas a Honor diz que redesenhou todo o interior. Por dentro está um processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 e uma bateria de 6.600 mAh, que em termos práticos traz um ganho de mais de 13% em relação ao Magic V5, isto as versões internacionais.
O ecrã interior tem 7,95 polegadas, com um vidro flexível ultrafino onde o vinco é quase imperceptível. A Honor diz que conseguiu uma redução de 44% nos vincos face à geração anterior, com uma superfície mais plana e uma camada anti-reflexo. Quando dobrado o ecrã tem 6,52 polegadas.
Um smartphone com tendências de robot
No ano passado a Honor revelou que estava a trabalhar num novo smartphone com um conceito “fora da caixa”, num modelo equipado com um robot inteligente. E no MWC26 o Robot Phone passou do conceito à realidade, com a sua câmara móvel e o sistema de estabilização de gimbal em três eixos.
A empresa defende que o Robot Phone é uma nova espécie de smartphone, combinando interação de IA que está integrada no equipamento com a capacidade de movimento robótico da câmara e capacidades cinematográficas de imagem.
O hardware é surpreendente mas a empresa associou um modo de vídeo Super Steady para maior estabilidade, e a possibilidade de seguir um objeto ou pessoas, com o AI Object Tracking, semelhante ao que algumas câmaras gimbal têm, como as DJI Osmo Pocket, ou os gimbals que podem ser usados com os smartphones.
Par o desenvolvimento da capacidade de vídeo a Honor fez uma parceria com a empresa de cinema ARRI, que pela primeira vez desenvolve um equipamento de consumo e garante o desenvolvimento futuro desta área, que pode estender-se além do Robot Phone.
"Há 18 meses a ideia no papel parecia impossível, mas tornámo-la possível", afirmou James Li, mostrando como a engenharia da Honor ultrapassou as limitações e desenvolveu o motor de gimbal mais pequeno do mundo, mais fino do que uma moeda de euro.
Mas hoje é apenas uma "ponta do icebergue" e o Robot phone vai continuar a evoluir, promete o CEO da Honor, que garante que a chegada do novo modelo está prevista para a segunda metade do ano.
(em atualização)
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