Lançada em 2004 pela ESA, a sonda Rosetta foi criada para estudar o cometa 67P, também conhecido como Churyumov-Gerasimenko, que só alcançou uma década depois de ter deixado a Terra.

Entre 2014 e 2016, a sonda recolheu todo o tipo de dados sobre a estrutura e geologia do cometa, assim como imagens da sua superfície rochosa, com o seu módulo de câmara OSIRIS, à medida que o cometa se aproximava do sol e a sua superfície clareava, um fenómeno conhecido como periélio.

Ao longo da sua missão, Rosetta testemunhou muitas mudanças na paisagem do cometa 67P: desde a impressionante queda de penhascos à formação de poços, passando pela evolução dos padrões de poeira.

Os cientistas analisaram as imagens à procura de alterações na superfície do cometa 67P com o objetivo de entender o mecanismo detalhado pelo qual um cometa perde as suas camadas externas, à medida que a luz solar aquece o gelo e a poeira em redor do núcleo.

As alterações são, no entanto, tantas que transformam o rastreamento numa tarefa muito complexa. Uns quantos pares de olhos adicionais dariam muito jeito e é aqui que entram os voluntários.

A ESA criou ​​uma ferramenta de nome Rosetta Zoo, disponível online, que permite a qualquer pessoa comparar as fotografias registadas pelo módulo de câmara OSIRIS, em pares de imagens que mostram a superfície do cometa 67P antes e depois do periélio, girando-as ou ampliando-as para melhor análise.

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Os cientistas acreditam que o contributo dos cidadãos permitirá uma melhor compreensão do Sistema Solar, pois graças à análise voluntária, será possível produzir mapas das mudanças e áreas ativas na superfície do cometa, com títulos para cada tipo de alteração.

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