A nova tecnologia permite transferir a informação através da luz, a uma velocidade prevista de 100 vezes superior à atual. Alguns edifícios inteligentes já testam o sistema, podendo ser o padrão das casas do futuro, sobretudo numa época onde cada vez mais ouvimos falar na Internet das Coisas. Exemplo disso é o programa piloto conduzido pela Icade, uma empresa francesa de investimento imobiliário, que construiu um escritório inteligente no La Defense, em Paris.
O conceito por trás do LiFi é transferir informação entre cada lâmpada de luz baseada em LED, invés das atuais ondas de rádio, assegurando maior velocidade de transferência e segurança nas ligações.
Não é por coincidência que decorreu recentemente em Paris, a chamada “Cidade da Luz”, o primeiro congresso dedicado à tecnologia LiFi. O tema foi a integração da rede em edifícios inteligentes, estimando-se que em 2023 a tecnologia atinja um crescimento de 80 porcento, em negócio que rondará os 75 mil milhões de dólares.
Prevê-se que o Wi-Fi e o LiFi irão coexistir nos próximos 15 a 20 anos, mas à medida que o preço da nova tecnologia desça e se massifique, a balança irá mudar. Um dos problemas atuais é o tamanho dos periféricos que suportam LiFi e na recente Mobile World Congress, que decorreu em Barcelona, foram feitas demonstrações de dispositivos equipados com o novo sistema de comunicação. A questão do consumo de energia através do uso de luz elétrica fica também resolvida através da iluminação por LED.
Neste contexto, as empresas começam a corrida da transformação das nossas casas, através de soluções atuais, mas com olhos já postos no futuro. A Philips lançou no mercado um sistema de iluminação LED para o escritório com suporte LiFi. Segundo o comunicado do fabricante, as suas luminárias permitem uma ligação de banda larga com velocidade de 30 Mb/s, mantendo a qualidade da iluminação.
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