2020 está à porta e com isso novos preços de algumas operadoras e alguns serviços. De acordo com a notícia avançada pelo Jornal de Negócios esta terça-feira, a MEO e a NOS admitiram atualizar os tarifários em 2020, enquanto a Nowo e a Vodafone Portugal não têm intenções de o fazer.

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Tal como aconteceu este ano, os clientes da NOS e da MEO vão pagar mais por alguns serviços a partir de janeiro. Ao jornal de Negócios, fonte oficial da Altice Portugal garantiu que haverá uma “atualização de preços em tarifários/pacotes de mensalidade, com efeitos a 1 de janeiro de 2020, de acordo com o previsto contratualmente”. O aumento será calculado com base no Índice de Preços do Consumidor, publicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estatística, "no valor mínimo de 50 cêntimos, com IVA incluído".

No caso dos clientes da NOS também haverá subidas. Fonte oficial da empresa garantiu que no arranque do próximo ano "os preços de alguns serviços serão atualizados, conforme previsto nas condições de serviço em 1%, que corresponde à última taxa de inflação nacional atual publicada pelo INE". Este ano o aumento rondou os 1,37%.

Já a Nowo e a Vodafone decidiram que não vão aumentar os preços no próximo ano, à semelhança do que aconteceu este ano. “Tal como aconteceu no ano passado, não houve aumento generalizado de preços”, disse fonte oficial da operadora liderada por Mário Vaz, CEO da Vodafone, ao jornal.

A decisão surge numa altura em que dados da ANACOM revelam que nos últimos 10 anos se registou um crescimento de 12,5% nos preços das comunicações, valores que os operadores consideram que não são os mais acertados. Embora um estudo recente da Apritel coloque Portugal entre os países com soluções de comunicações mais baratas, o presidente da ANACOM deixou claro no Congresso da APDC deste ano, que se realizou em novembro, que o regulador considera essencial uma redução dos preços das comunicações e do acesso à Internet em Portugal.

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A atualização dos preços dos serviços vem assim contrariar a vontade de João Cadete de Matos e vai acontecer ao fim de dois anos, à exceção de 2019, em que os preços se mantiveram praticamente inalterados.

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