Ao longo das últimas três décadas, os sistemas europeus de navegação por satélite passaram a desempenhar um papel importante, com o Galileo e o EGNOS (European Geostationary Navigation Overlay Service) a garantirem o funcionamento de vários serviços integrados em equipamentos como smartphones, mas também em infraestruturas críticas. Agora, há uma nova missão que vai assegurar que estes sistemas se mantêm robustos, seguros e disponíveis.
Com um nome que pisca o olho ao passado científico que serviu de base ao desenvolvimento dos sistemas de navegação por satélite, inspirando-se na filha de Galileo Galilei, a missão Celeste vai servir como “mediadora” entre o Galileo e o resto do mundo.
Como explica a Agência Espacial Europeia (ESA), a Celeste tem como objetivo demonstrar novas capacidades que vão reforçar a resiliência dos sistemas europeus de navegação por satélite. Ao todo, a missão contará com uma constelação de 10 satélites que vão navegar pela órbita baixa da Terra para testar sinais em várias faixas de frequências.
Os dois primeiros satélites da missão, cuja construção ficou a cargo da GMV e Thales Alenia Space, deverão ser lançados nos próximos meses, indica a ESA.
Recorde-se que, recentemente, a Agência da União Europeia para o Programa Espacial (EUSPA) anunciou o lançamento do novo serviço aberto de autenticação do Galileo, o OSNMA (Open Service Navigation Message Authentication). O serviço passou a estar operacional em agosto, tendo como missão assegurar que os sinais do sistema de navegação europeu assinados digitalmente.
O OSNMA traz uma camada adicional de segurança, dificultando a manipulação dos sinais, e em combinação com o Serviço de Alta Precisão (HAS – High Accuracy Service), operacional desde janeiro de 2023, traz uma maior vantagem competitiva em comparação com outros sistemas de navegação por satélite, como o GPS norte-americano ou o GLONASS russo.
O Centro Europeu de Serviços GNSS (GSC) nas instalações do Instituto Nacional de Tecnologia Aeroespacial (INTA), em Espanha, vai gerar e enviar as mensagens de autenticação para o segmento terrestre da missão Galileo. A GMV e a Indra têm vindo a colaborar com a EUSPA no fornecimento de infraestrutura do GSC ao longo de vários anos, no período em que foi desenvolvido o OSNMA.
Em Portugal, a equipa da GMV integrou esta funcionalidade no Simulador de Radiofrequências do Galileo, ferramenta utilizada na validação dos recetores da segunda geração do sistema.
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