A Tekever foi convidada pelas forças armadas britânicas a apresentar um projeto de design para drones futuristas que vão acompanhar helicópteros de ataque Apache daquela força militar em futuras batalhas. O Projeto NYX abre espaço à indústria para colaborar com o exército britânico no desenvolvimento de Sistemas Aéreos Não Tripulados que possam auxiliar os helicópteros Apache em diversas tarefas quando estão em operação.

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A ideia é que os drones apoiem os helicópteros em tarefas de reconhecimento e vigilância em áreas disputadas, no ataque e aquisição de alvos e em operações de guerra eletrónica.

Os drones vão ter apoio de inteligência artificial para tomar decisões independentes, que possam ser ajustadas a situações complexas no campo de batalha, dentro dos limites dos parâmetros da missão. O objetivo é aumentar a eficácia das missões, reduzindo em simultâneo o risco e a carga logística dos sistemas operados por humanos.

“Através da Revisão Estratégica da Defesa, o Reino Unido está a mudar para uma nova forma de guerra, aproveitando as novas tecnologias, as nossas Forças Armadas irão utilizar cada vez mais capacidades não tripuladas e autónomas para gerar massa e letalidade”, explica a nota divulgada pelo governo britânico.

O Projeto NYX concretiza esta visão, com iniciativas que pretendem tirar partido do poder dos drones, da inteligência artificial e a da autonomia deste tipo de equipamentos, para dar robustez e segurança às operações no terreno.

Além da Tekever foram convidadas outras seis empresas britânicas para apresentarem propostas: Anduril, BAE Systems, Leonardo, Lockheed Martin UK, Syos e Thales.

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Todas as empresas convidadas passaram já por uma fase de pré-qualificação, que terminou no final de 2025. Em março, a lista de empresas pré-selecionadas vai ser reduzida para quatro fornecedores, que vão receber propostas de contratos para participar na investigação e desenvolvimento de um demonstrador conceptual. Os novos drones devem começar a operar em 2030.

No ano passado, a Tekever anunciou que entrou no clube dos unicórnios, depois de uma ronda de capital ter aumentado a valorização da empresa para mais de 1.000 milhões de euros. 

O reforço de capital já tinha como objetivo capacitar a empresa para as oportunidades que a modernização do sector britânico da defesa prometia abrir.

Referia-se o projeto Overmatch, com 400 milhões de libras em investimento previsto a cinco anos, e já a oportunidade de aumentar a produção de drones da Tekever, incluindo dos modelos AR3 e AR5, no Reino Unido.

A Tekever tem acumulado experiência numa área que promete crescer em força nos próximos anos, a área da defesa, onde a Europa está a reforçar investimentos. A empresa tem anunciado várias tecnologias inovadoras nesta área, como um sistema que permite a drones autónomos em cenários de guerra continuarem a operar mesmo sem o apoio de comunicações de satélite.

Neste vídeo, mostrou em agosto do ano passado como funciona o Visual-Based Navigation (VBN). O sistema recorre a visão computacional e inteligência artificial para assegurar que os drones conseguem manter-se no ar e saber onde estão.

Veja o vídeo:

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