A forma como os portugueses comunicam sofreu uma transformação profunda e irreversível nos últimos anos, com os serviços digitais a tornarem-se o pilar central das interações quotidianas. De acordo com os dados mais recentes da ANACOM relativos a 2025, Portugal destaca-se no panorama europeu pela elevada adoção de serviços conhecidos como over-the-top (OTT), que permitem a comunicação através da Internet sem depender dos métodos tradicionais.

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Atualmente, cerca de 85,6% dos utilizadores nacionais de Internet realizaram chamadas de voz ou de vídeo através de plataformas online, um valor que coloca Portugal num honroso oitavo lugar no ranking da União Europeia, ficando significativamente acima da média comunitária (80,6%). Este fenómeno não se limita apenas às chamadas, estendendo-se com ainda maior expressão ao envio de mensagens instantâneas.

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Quase a totalidade dos internautas  (93%) utiliza aplicações de mensagens, o que demonstra uma integração plena destas ferramentas na vida social e profissional. Este crescimento é particularmente notável quando olhamos para o percurso histórico recente, onde Portugal conseguiu recuperar de posições cimeiras de atraso para se tornar um dos líderes na utilização destas tecnologias. Para além da comunicação direta, o comportamento digital dos portugueses revela uma forte apetência pelo consumo de informação e de serviços bancários.

A utilização do correio eletrónico (87,9%), leitura de notícias online (80,5%) e a pesquisa de produtos e serviços (85%) apresentam níveis de participação que superam substancialmente o que se observa na maioria dos restantes Estados-membros. Só a subscrição de serviços de streaming de vídeo (42,8% em 2024) ainda apresenta uma significativa margem para crescimento face a outros parceiros europeus, sendo a tendência de ascensão quase negligenciável, com apenas 0,4% face a 2022.

Relativamente ao perfil dos utilizadores, este é transversal em todo o território europeu. São a população mais jovem, com ensino superior e estudantes quem apresentam maior propensão para a utilização dos diversos serviços OTT analisados, tal como ocorre na média dos 27 países da União Europeia. 

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