A decisão está tomada e Tupac Martir, diretor criativo da Satore Studio, explicou ao SAPO TEK que vai começar agora os procedimentos formais para localizar uma parte de investigação e desenvolvimento dos estúdios internacionais em Lisboa, onde a intenção é trabalhar sobretudo em tecnologias imersivas.

O Satore Studio é um estúdio criativo multidisciplinar que trabalha nas áreas do desenvolvimento arquitetural, entretenimento e tecnologias imersivas (Realidade aumentada e virtual), combinando o design e a tecnologia para criar cenários e experiências em palco e virtuais para diferentes audiências, e que no seu portfólio conta com trabalhos para a Nike, Elton John, Beyoncé ou Jaguar Land Rover.

A área de desenvolvimento de tecnologias imersivas estava localizada em Paris mas a burocracia francesa acabou por se tornar demasiado pesada para a Satore Studio, que começou a procurar outra localização. Tupac Martir estava a avaliar várias possibilidades, de Amesterdão a Berlim, mas depois de uma visita a Lisboa em fevereiro a ideia de se mudar para Portugal ganhou consistência, e agora estão a ser dados os passos finais.

"Ficámos interessados também nos incentivos para a localização de empresas de base tecnológica", explica o diretor criativo do estúdio, que vai pessoalmente mudar-se para Lisboa e que já está à procura de casa.

No início serão apenas uma a duas pessoas para iniciar o processo, mas a ideia é atrair talento local, ou trazer pessoas de outros países que se queiram fixar em Lisboa. "Procuramos pessoas com vários perfis, desde pessoas reais a verdadeiros Houdinis, com experiência em desenvolvimento de tecnologias imersivas, NOCs ou outras áreas", explica. O objetivo é fazer muito desenvolvimento de I&D, e o acesso a talento em Portugal foi um dos fatores de atração.

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Tupac Martir adiantou ao SAPO TEK que os estúdios em Londres e Cardiff são muito internacionais, com colaboradores de 14 nacionalidades, mas com o Brexit é cada vez mais complicado recrutar trabalhadores de países europeus. Mesmo a mobilidade de equipamentos poderá ser um problema a partir de dezembro, e por isso a ideia é retirar o máximo dos equipamentos possíveis nos próximos meses para Lisboa, onde a liberdade de circulação dentro da União Europeia está garantida.

"Neste momento 40% do nosso negócio está na Europa, outros 40% nos EUA e só 20% no Reino Unido, e queremos continuar a crescer mas em UK é difícil", justifica, dizendo que a situação no Reino Unido "Pode tornar-se um pesadelo e não quero ser apanhado nisso".

O estúdio tem desenvolvido vários projetos na área de entretenimento, moda e museus, com aposta na área de iluminação e construção de experiências mas também em tecnologias imersivas, como o projeto
Cosmos Within Us, a criação de uma performance artística em realidade virtual, que um utilizador de um headset pode experimentar enquanto a audiência vê todo o ambiente por detrás das cenas.

Este é o tipo de trabalho que poderá passar a ser desenvolvido em Lisboa, até porque os estúdios de Londres e Cardiff já estão "verticalizados" nas áreas de entretenimento e design arquitetural, enquanto Nova Iorque está mais centrado na área de delivery dos projetos.

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