A pandemia de COVID-19 está a ter um profundo impacto no mundo da tecnologia. O mercado internacional de smartphones tem vindo a ser afetado e as vendas de equipamentos registaram uma queda de 20,2% em todo o mundo nos três primeiros meses do ano.  Agora, a IDC estima que o mercado de smartphones possa apresentar uma queda de 11,9% em 2020, com o número total de envios de dispositivos a atingir os 1,2 mil milhões de unidades a nível mundial.

No início de maio, os dados preliminares da consultora já davam conta da queda mais acentuada de sempre no mercado dos smartphones. À medida que o impacto macroeconómico da pandemia de COVID-19 continua a afetar os gastos dos consumidores, a IDC prevê que os envios só voltem a registar crescimento no primeiro trimestre de 2021. O 5G poderá representar uma força motriz de recuperação do mercado no próximo ano.

IDC | Análise mercado internacional de smartphones
créditos: IDC
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Embora a economia chinesa continue a ser afetada pela pandemia, os analistas preveem que o declínio no mercado de smartphones do país não ultrapasse um digito, uma vez que existem alguns sinais de recuperação.

Já o mercado europeu, com regiões fortemente afetadas pela COVID-19, como Espanha e Itália, apresentará uma diminuição na casa dos dois dígitos. Porém, os especialistas esperam que os vendedores consigam manter as suas quotas de mercado ao apostar em estratégias como mais lançamentos de smartphones flagship e uma maior aposta no e-commerce.

No que toca às vendas de smartphones durante o primeiro trimestre de 2020, os dados da Gartner dão conta de decréscimos em marcas como a Samsung, Huawei, Apple e Oppo, com a fabricante chinesa, em segundo lugar na tabela, a registar a maior queda: 27,3%. A empresa da maçã encerra o top 3, seguida da Xiaomi, e em último lugar surge a Oppo.

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Num ano difícil para a Huawei, com Donald Trump a reforçar as restrições à fabricante, a empresa registou o pior desempenho dos cinco principais fornecedores de smartphones nos primeiros três meses do ano. As vendas destes equipamentos ficaram-se pelas 42,5 milhões de unidades, números que contrastam com as 55 milhões da Samsung.

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