A Digital Realty anunciou que vai entrar em Portugal, para reforçar a operação no sul da Europa e a conectividade entre os principais mercados internacionais. A entrada no país da companhia americana de gestão de data centers foi assegurada através da aquisição de um centro de dados. O espaço está a ser preparado e deve estar pronto para funcionar em 2027.
Segundo dados divulgados pela empresa nas contas do ano passado, a aquisição do terreno e do edifício em Carnaxide, agora em obras de adaptação, custou pouco mais de 7 milhões de euros.
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A operação em Lisboa vai complementar as de Madrid e Barcelona, a primeira já a operar, com quatro data centers, e a segunda com data de lançamento prevista para meados deste ano. Com estas três operações, diz a Digital Realty, fica assegurada uma plataforma ibérica altamente interligada, que impulsiona fluxos de dados globais contínuos em todo o sul da Europa.
A operação de Lisboa terá ainda um papel de destaque na ligação a África e no hub da empresa para ligar os dois continentes.
O centro de dados da Digital Realty em Lisboa vai estar interligado, através de cabos submarinos, com os campus da empresa em Acra, no Gana; Lagos, na Nigéria; e Cidade do Cabo na África do Sul.
A Digital Realty opera como uma plataforma de centros de dados neutra em relação a operadores e fornecedores de serviços. Na nota em que divulga o novo investimento, sublinha que Lisboa funciona hoje como porta de entrada da Europa para o Atlântico, permitindo conectividade de baixa latência para as Américas e reforçando as rotas de dados transcontinentais do continente.
“Portugal está a emergir rapidamente como um importante centro digital e de interligação global, apoiado por um vasto investimento da indústria em infraestruturas de cabos submarinos que ligam a Europa à América do Norte, América do Sul, África, Médio Oriente e Ásia”, sublinha a nota.
A instalação de Lisboa “deverá suportar até 2,4 MW de carga de TI e representa uma adição crítica à presença da Digital Realty no sul da Europa”, indica a companhia, acrescentando que "vários fornecedores estratégicos de serviços de rede já estão ligados às instalações”.
Até agora, a Digital Realty encaminhou as implementações relacionadas com cabos submarinos através das instalações em Madrid. Assume agora que, com este novo centro em Lisboa, vai poder reduzir a latência e aproximar os clientes da infraestrutura de amarração dos cabos, aproveitando o facto de a capital portuguesa ser “o único local na Europa com conectividade submarina direta à América do Sul, ao mesmo tempo que atua como um hub de porta de entrada para a África Ocidental e adiciona diversidade à rede submarina do Mediterrâneo”. Vale a pena lembrar que hoje 16 cabos submarinos chegam a Portugal, a maioria diretamente ligados em locais nos arredores de Lisboa.
As instalações adquiridas devem estar prontas a funcionar no início de 2027. O plano é apostar num projeto de expansão a longo prazo dessa infraestrutura, nomeadamente criando um centro para comunidades conectadas e um ecossistema de interligação expandido.
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