A Amazon garante que duas alegadas falhas de serviços em dezembro não ficaram a dever-se a erros provocados pela ação autónoma de um agente de inteligência artificial. Tudo não passou de um erro humano de configuração, que nem chegou a ser reportado por clientes.
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No final da semana passada, o Financial Times publicou um artigo onde associava duas falhas de serviços na AWS, a plataforma cloud da Amazon, a falhas numa ferramenta de inteligência artificial interna.
Uma das falhas, escrevia o jornal, terá provocado uma interrupção de 13 horas no acesso dos clientes a um serviço da plataforma e terá resultado de decisões erradas da ferramenta de geração de código Kiro AI, que teria feito alterações indevidas.
O Kiro AI é um agente autónomo, que auxilia no desenvolvimento de software a partir de instruções em linguagem natural. Segundo o FT, o agente, que foi desenvolvido internamente pela Amazon, terá tido espaço - dado pelos engenheiros que trabalhavam com o serviço - para “eliminar e recriar o ambiente” de produção.
A notícia cita fontes não reveladas que a Amazon prontamente veio desmentir. Numa nota divulgada no site, a companhia garante que o evento “interrompeu uma funcionalidade da AWS — um serviço único utilizado para gestão de custos (AWS Cost Explorer) — e não a AWS em geral”.
Garante-se que a interrupção foi breve, altamente limitada e que, após análise, verificou-se que ficou a dever-se a um erro de configuração de utilizador. “O problema decorreu de uma função mal configurada — o mesmo problema que poderia ocorrer com qualquer ferramenta de desenvolvimento (com ou sem IA) ou ação manual”.
“Não afetou a computação, o armazenamento, o banco de dados, as tecnologias de IA ou qualquer outro, das centenas de serviços que executamos”, sublinha Amazon.
A tecnológica diz mesmo que não recebeu qualquer contacto de clientes por causa da interrupção e acrescenta que implementou, ainda assim, novas medidas de segurança para evitar problemas do género, incluindo mais procedimentos de revisão.
“Embora incidentes operacionais envolvendo controlos de acesso mal configurados possam ocorrer com qualquer ferramenta de desenvolvimento — com ou sem IA —, acreditamos que é importante aprender com essas experiências”, destaca a nota.
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