De acordo com a declaração, Portugal e Espanha concordam em “trabalhar de maneira exploratória numa candidatura conjunta e de carácter paritário”, com vista a “fortalecer a posição de ambos os países e do sul da Europa no âmbito do desenvolvimento digital e da inteligência artificial”.

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Como detalhado, a colaboração tenciona “aproveitar as capacidades complementares” dos dois países, “promovendo sinergias entre os setores público e privado”, além da troca de “conhecimento e experiência tecnológica”.

O acordo é “apresentado como um quadro flexível, sujeito a definições e ajustes futuros, que permite adaptar a estratégia aos requisitos da Comissão Europeia”, indica o mesmo documento.

Como avança o Jornal Económico, está prevista a instalação de infraestruturas tanto em Portugal como em Espanha, num investimento de 8 mil milhões de euros. Do lado de Portugal, Sines será a localização escolhida para a instalação das infraestruturas, com o Estado a investir 6 milhões de euros, num montante comparticipado pela União Europeia.

Recorde-se que, em janeiro, Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial, já tinha avançado que Portugal ia avançar com uma candidatura conjunta com Espanha para uma gigafábrica de IA.

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Na altura, o ministro afirmou que existiam “várias candidaturas às gigafábricas, mais até do que os países que existem na UE”. Nesse sentido, “não é fácil ter em Portugal essa fábrica”, reconheceu Manuel Castro Almeida, motivo pelo qual o país optou por uma candidatura conjunta com Espanha.

Anteriormente, o Banco Português de Fomento (BPF) já tinha apresentado a Bruxelas em junho do ano passado uma proposta com vista à instalação de uma gigafábrica de IA em Sines, num projeto que rondava os 4 mil milhões de euros.

A instalação de uma gigafábrica de IA também faz parte dos planos do Governo, sendo uma das 32 iniciativas que fazem parte do Plano de Ação da Agenda Nacional de Inteligência Artificial (PAANIA) para o quinquénio 2026-2030, concebido por sua vez para operacionalizar a Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA), publicada em Diário da República no início de janeiro.

Bruxelas queria abrir o concurso oficial para a instalação das gigafábricas de IA no final de 2025. No entanto, o processo acabou por ser adiado para o início do novo ano, como detalhado pelo executivo comunitário aquando do anúncio de um memorando de entendimento com o Banco de Investimento Europeu e o Fundo de Investimento Europeu.

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Em junho do ano passado, a Comissão Europeia tinha dado conta do elevado número de propostas recebidas para a criação de gigafábricas de IA. Ao todo, foram recebidas 76 respostas, de 16 Estados-membros e relacionadas com 60 localizações diferentes.

Segundo o executivo comunitário, as gigafábricas vão permitir o uso de soluções de computação em grande escala e a criação de hubs de armazenamento de dados que podem ser usados no desenvolvimento, treino e implementação de modelos de IA e aplicação em hiperescala, com modelos de trilliões de parâmetros.

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