Primeiro surgiu aquilo que parecia ser um anúncio a um novo produto: o RelationChip promovia dois microchips que podiam ser colocados sob a pele para manter os namorados permanentemente ligados, com monitorização contínua, acesso a passwords e rastreamento de localização. O mote de “Dois chips, um namoro, zero segredos” gerou polémica nas redes sociais mas pretendia ser um alerta para o início de uma campanha de sensibilização da Associação de Apoio à Vítima (APAV) para a violência no namoro.

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A ideia era expor e confrontar a normalização de comportamentos de controlo nos relacionamentos entre jovens, que são sinais de violência. Nos últimos quatro anos a APAV apoiou mais de 3,9 mil vitimas de violência, durante a após as relações, e perto de 30% eram jovens com menos de 25 anos.

Controlo, violência psicológica, perseguição e violência sexual fazem parte dos casos que chegaram à associação, num crescimento de número de situações que gera preocupação.

O site e os perfis de Instagram e TikTok, assim como os mupis digitais, revelaram ontem o mote da campanha, reforçando a mensagem “Muda o chip. Controlo no namoro é violência”.

Para a APAV é importante que todos saibam identificar os sinais de alerta que indicam comportamentos controladores numa relação: rastreamento contínuo de localização, exigência de acesso a passwords, controlo de amizades e movimentos, e monitorização de comunicações. "Estes comportamentos não são expressões de amor, são sinais de violência", refere a associação.

RelationChip
RelationChip créditos: APAV

A campanha foi desenvolvida numa parceria da APAV com as agências do Grupo Omnicom - BBDO, OmnicomPRGroup e OMD e produtora LOOKS:GOOD e pode ser acompanhada no site criado para o RelationChip.

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