A Google pediu ao tribunal para parar de implementar os remédios aos quais foi sujeita depois do processo que considerou a empresa monopolista nas pesquisas online e utilizadora de táticas de mercado ilícitas para manter essa posição.
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A tecnológica do grupo Alphabet informa no pedido, que está a preparar recurso da decisão para um tribunal federal e como tal pede à justiça para que as medidas impostas na sequência do processo possam ficar suspensas até que uma segunda instância aprecie o recurso.
A principal medida em causa, e aquela que a Google espera ver adiada, é a obrigação de partilha de informação de pesquisas online com os concorrentes. A empresa alega que com esta medida fica obrigada a partilhar informação crucial para o negócio e que os impactos dessa partilha não poderão ser revertidos, se a decisão judicial vier a ser anulada.
“Como temos afirmado, a decisão do Tribunal de agosto de 2024 ignorou a realidade de que as pessoas usam o Google porque querem, e não porque são obrigadas a fazê-lo”, voltou a sublinhar Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de assuntos regulatórios do Google, numa declaração citada pela BBC.
Este mesmo argumento sustenta o recurso, com a Google a defender que a obrigação de partilhar informação de pesquisa com a concorrência e, em alguns casos, ser obrigada a deixar concorrentes usarem a sua tecnologia, não é um estímulo à inovação, pelo contrário.
Para além disso, a empresa acredita que a decisão da justiça ignorou o ambiente de concorrência no mercado da pesquisa, ainda mais forte e com novas players depois da chegada da inteligência artificial generativa a este território.
Na decisão do juiz, já havia uma referência às mudanças em curso no mercado da pesquisa online, que podem ter sido o que o salvou a empresa da pena mais pesada entre as sanções pedidas pelo Departamento de Justiça, a venda do Chrome, mas que não chegou para evitar outras sanções com as quais a tecnológica também não concorda.
Entre a informação que a Google ficou obrigada a partilhar com alguns concorrentes estão partes do seu índice de pesquisa, um gigantesco inventário de conteúdos web que funciona como uma espécie de mapa da internet, como descreve a BBC.
A decisão também prevê que alguns concorrentes da Google possam disponibilizar resultados de pesquisa da empresa como se fossem seus, como forma de poupar recursos que podem depois ser usados na inovação dos serviços associados.
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