No primeiro mês do ano, a Europa ganhou cinco novos unicórnios - empresas que conquistaram uma valorização acima de 1.000 milhões de dólares. Portugal desta vez não está representado na lista. No ano passado esteve, com a ascensão da Tekever ao clube dos unicórnios. Os mais recentes membros deste clube vêm de diferentes países e desenvolveram soluções tecnológicas para as mais diversas áreas, da defesa à educação.
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A Aikido é uma startup com soluções de segurança que, segundo dados oficiais, conseguiu no último ano aumentar o valor das receitas em cinco vezes e multiplicar por quase três o número de clientes. Segundo a próprio, provando que as empresas europeias também podem competir num palco dominado por tecnológicas americanas e israelitas.
Chegou à valorização de 1.000 milhões depois de uma ronda de financiamento bem sucedida de 60 milhões de dólares, para fazer crescer as suas soluções de segurança unificadas para todo o ciclo de vida do software. A solução da belga Aikido será já usada por 100 mil equipas a nível global.
A Cast AI, tem o escritório principal na Flórida, mas a origem é lituana e é neste país europeu que mantém boa parte das operações e por isso entra nas contas, embora legalmente não seja uma empresa europeia. Desenvolve soluções de otimização para ambientes cloud e recentemente lançou a OMNI Compute for AI, para facilitar o desenvolvimento de cargas de trabalho de IA com menos recursos de computação (GPUs).
Em abril do ano passado, a empresa tinha conseguido completar uma ronda C de investimento que injetou na companhia 108 milhões de dólares e ficou perto do estatuto de unicórnio. Nas últimas semanas, recebeu um investimento estratégico do fundo Pacific Alliance Ventures que ajudou a dar o passo que faltava.
A Harmattan AI movimenta-se no sector da defesa. A designação AI no nome não engana. A companhia desenvolve tecnologia baseada em inteligência artificial para sistemas de defesa autónomos. A startup francesa só foi fundada em 2024, mas já valerá 1,4 mil milhões de dólares e tem acordos assinados na área da defesa em França, no Reino Unido e na Ucrânia. O feito foi alcançado depois da última ronda de financiamento de 200 milhões de dólares.
A plataforma da Osapiens já suporta 2.400 clientes, mas foi a última ronda de investimento que ajudou a empresa alemã, lançada em 2018, a entrar no clube dos unicórnios. Os investidores injetaram na tecnológica mais 100 milhões de dólares e a empresa passou a estar avaliada em 1,1 mil milhões. A operação foi liderada pela Decarbonization Partners, uma joint-venture que tem como um dos donos a BlackRock.
As ferramentas da Osapiens ajudam as empresas a gerir riscos na cadeia de valor e a cumprirem e comunicarem obrigações na área da sustentabilidade.
Também com sede nos Estados Unidos mas fundadores europeus, a Preply ultrapassou uma valorização de 1.000 milhões de dólares 14 anos depois de ter sido fundada. Vale agora 1,2 mil milhões, depois de angariar 150 milhões numa ronda de série D, que também teve a participação de um investidor português, a Indico Capital Partners.
A tecnológica tem uma plataforma para aprender línguas, que liga mais de 100.000 tutores a alunos em 180 países e facilita aulas individuais em mais de 90 línguas.
Boa parte do desenvolvimento da tecnologia na base do serviço acontece no país dos fundadores, a Ucrânia. A Preply também tem escritórios em Barcelona e Londres e quer usar o dinheiro da última ronda para reforçar a integração de IA na plataforma.
Como lembra o TechCrunch, que compilou a lista e os dados dos cinco novos unicórnios, a valorização das empresas é um indicador que não dá garantias sobre o sucesso comercial que vão ter. É uma avaliação que serve de referência aos investidores e que tem por base o capital já angariado pela empresa e o valor dos ativos.
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