Segundo dados do Portal da Queixa, houve um aumento de 325% de reclamações relativas às lojas online disponíveis nas plataformas do Facebook e Instagram, entre os meses de janeiro e março, face a 2021. Entre as centenas de reclamações feitas às redes sociais estão as encomendas de produtos comprados que não chegam, dificuldade de contacto com os vendedores e lojas que deixam mesmo de existir. Muitas das denúncias referem mesmo tratarem-se de esquemas de burla online.

“Quem compra só percebe depois, quando o produto não chega e a loja deixa de estar visível, porque foi apagada ou porque o perfil do comprador foi bloqueado”, afirma o Portal da Queixa no comunicado. Esta será uma forma fácil e rápida de burla os consumidores, diz o Portal. A facilidade em criar uma loja nestas plataformas incentiva pessoas com más intenções de rentabilizarem com o engano dos consumidores, sobretudo os menos informados, que caem nestes esquemas.

Uma das testemunhas lesadas, Maria Fernandes, diz que comprou no Instagram, fez a encomenda, pagou 190 euros e depois do procedimento concluído com sucesso nunca mais conseguiu aceder à respetiva loja online. O mesmo para outra consumidora, Verónica Martim, que na sua reclamação disse que pagou uma encomenda e nunca chegou a receber o artigo. Mais uma vez a respetiva loja já tinha sido apagada da rede social Instagram.

O Facebook também tem situações idênticas, desde falhas na entrega da encomenda às burlas consumadas, com as lojas a fecharem. Sara Pires, lesada no Facebook, disse que fez um pedido e depois de pagar a máquina o vendedor simplesmente desapareceu.

O Portal da Queixa aconselha os consumidores a terem mais atenção com as lojas onde adquirem os produtos nestas plataformas. “É preciso antecipar situações e prever riscos” e que em caso de dúvida ou mesmo de ser burlado, é também importante denunciar sempre os casos.

Entre os cuidados deixados antes de adquirir produtos nas referidas redes sociais, deve pesquisar antes de comprar. “Pesquisar o mais possível sobre a marca, sobre experiências de outros consumidores e qual é a performance da marca segundo os mesmos”, reforçando que no Portal da Queixa estão informações úteis disponíveis. Diz ainda que deve ser dada preferência ao Instagram Shop porque é direcionado a contas comerciais, sendo sujeito a vários critérios de validação mais rigorosos, tais como a vinculação de um website credível e seguro.

Por outro lado, deve sempre desconfiar de produtos baratos, uma vez que estes podem nunca chegar ou não corresponder depois à realidade, assim como serem contrafeitos. Por fim, atenção à pressão feita pelo vendedor, que normalmente significa uma burla. “Nenhuma loja online credível e segura pressiona os seus clientes a comprar algo. Como nas lojas físicas, o consumidor só compra se assim o entender”.

(e atualização).

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