
João Manzarra pode ser considerado quase como “caso à parte” no mundo das redes sociais, tanto pela descontração com que aborda o tema quanto pela autenticidade que aplica aos seus conteúdos. Como ele próprio descreve, a sua relação com as plataformas digitais é uma mistura de casualidade, profissionalismo e, claro, o toque humorístico que já nos habituou.
O apresentador admite que a sua aventura nas redes sociais começou há muito tempo. “Já vivi algumas coisas e posso falar de um passado distante”, brinca, ao recordar os dias do Hi5 e a sua entrada no Facebook, onde ainda hoje tem bastantes seguidores, embora não publique nada há muito tempo.
Reconhece que o Facebook perdeu a sua relevância, comparando-o a uma espécie de “edifício abandonado”. “Eu tenho quase o dobro de seguidores lá e não estou a aproveitar... Que grande burro! Mas aquilo também está mau ambiente”, diz, numa reflexão que só ele poderia transformar em piada.
O Instagram é a sua principal plataforma de interação, mas mesmo aqui, mantém um ritmo peculiar. “Eu sou de publicar muito pouco e, quando publico, é por razões profissionais ou algo que ache mesmo pertinente. Não sou muito de fazer publicações no momento”, revela.
Ainda assim, gosta de manter o perfil visualmente apelativo, numa luta entre a organização que procura para a sua página e a desorganização “biológica e inata” que diz fazer parte da sua vida.
Uma característica que o distingue é a gestão autónoma das suas redes sociais. “Sou eu que faço por inteiro”, garante, apesar da pressão da sua agência para aumentar a frequência de publicações.
Veja algumas imagens de João Manzarra nas redes sociais
Com o lançamento recente do seu novo canal no YouTube, essa dinâmica mudou. Agora, segundo ele, está “muito vivaço”. A nova cadência de conteúdos, com teasers, fotografias e pequenos vídeos promocionais, reflete o seu empenho em criar uma rede de plataformas interligadas.
“Tenho TikTok e acho que a minha agência nem sabe disso”, confessa, num tom que só reforça a sua relação leve com o mundo digital.
Para João Manzarra, o canal no YouTube representa algo muito maior do que uma simples extensão da sua presença nas redes sociais: é sinónimo de liberdade. “Adoro fazer televisão, mas controlo muito pouco dos projetos que faço. Quando tens um canal teu, a responsabilidade é inteiramente tua. E isso é extraordinário”.
Esta liberdade criativa permite-lhe explorar ideias e projetos que vão além das viagens que tem partilhado, como programas em estúdio e conteúdos mais ligados à natureza e às conversas que valoriza.
Por falar em viagens, o canal no YouTube já conta com uma série de episódios que relatam experiências pelo mundo. Desde o Nepal, onde passou pela selva e pelo campo base do Evereste, até aos cenários mais próximos em Portugal, João Manzarra quer mostrar que a beleza está tanto longe quanto perto. “A intenção não é mostrar que só noutros sítios é que está o que é bom. Quero provar que isso também acontece por cá”, adianta face a ideias que quer pôr em prática num futuro próximo.
Mas nem tudo nas redes sociais é um mar de rosas. O apresentador admite que não interage muito com os seguidores, exceto em casos especiais. “Quando são mensagens bonitas, de algo que fiz e que inspirou ou tocou alguém, dou atenção. Como na ‘Árvore dos Desejos’, que acabou por marcar muitas pessoas. É nessas alturas que sinto que vale a pena”. Por outro lado, com os haters adota uma postura de serenidade. “Quem comenta estritamente com ódio e raiva é porque não tem muita saúde, e aí não ganhamos nada em responder”.
Um aspeto interessante do discurso de João Manzarra é a sua reflexão sobre o impacto das redes sociais nas nossas vidas. Ele não esconde o paradoxo de estar presente nessas plataformas e, ao mesmo tempo, alertar para os perigos que representam.
“Há um lado de ‘não vida’, em que vivemos uma sequência de vidas de outras pessoas, completamente hipnotizados. Embora possa ser um contrassenso, gostava também de ser agente de uma mensagem que 'convida' as pessoas a saírem das redes sociais e a não perderem o contacto com o natural”.
Com o aumento recente na criação de conteúdos, reconhece que o tempo passado online cresceu significativamente. “Antigamente, nem chegava à meia-hora no Instagram, mas agora tripliquei o tempo. Com esta nova cadência de publicações, tenho de encontrar um equilíbrio para que isso não pese na minha vida”. É uma preocupação que reflete a sua visão consciente e equilibrada do universo digital.
No final das contas (sociais), mantém-se fiel ao que é: um contador de histórias, um comunicador nato e, acima de tudo, alguém que sabe que a vida vai muito além do Instagram, do Facebook e do YouTube - sem esquecer o TikTok, claro...
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