A Meta, a casa-mãe do Facebook terá pago à empresa Target Victory, uma das maiores consultoras republicanas dos Estados Unidos, para orquestrar uma campanha a nível nacional para virar o público contra a rede social TikTok. A campanha, segundo avança o The Washington Post, inclui a publicação de opiniões editoriais e cartas para o editor de grandes publicações noticiosas regionais, com o objetivo de promover histórias dúbias sobre alegadas tendências do TikTok, rumores que originalmente tiveram origem no Facebook.

Também procuraram chamar a atenção de repórteres de política e políticos locais para ajudarem a eliminar o principal concorrente do Facebook. O jornal diz que este tipo de tática é utilizada na política e começa a ser utilizada na indústria tecnológica, neste caso o Facebook que se encontra sobre pressão para recuperar um público mais jovem.

Como parte da sua campanha, a Targeted Victory procurar mostrar o TikTok como um perigo para as crianças e sociedade, segundo emails internos que o The Washington Post teve acesso. A partilha de dados da utilização dos jovens por parte da rede social é uma das acusações utilizadas na campanha, procurando da mesma forma afastar os mesmos problemas de privacidade e antitrust relacionados com a Meta.

Uma das ações da empresa contratada passou por convencer as publicações locais a fazer a cobertura de um alegado desafio do TikTok chamado “esbofetear um professor”, um desafio que não existe na rede social, avança o jornal, salientando que o rumor começou mais uma vez no Facebook. Em resposta, o TikTok disse que estava preocupada das alegadas notícias de tendências que não foram encontradas na plataforma pudessem estar a causar danos reais.

O TikTok tem vindo a ser escrutinado pelos reguladores, sobretudo na Europa, pela influência que tem nos mais jovens. Em abril de 2021, a rede social enfrentou a acusação legal por recolha de dados de crianças no Reino Unido e União Europeia. A acusação disse que o TikTok “é um serviço de recolha de dados disfarçado de rede social”. Bruxelas e a Byte Dance, a dona do TikTok, estiveram em diálogo para rever essas práticas referidas como preocupantes dirigidas às crianças. O regulador irlandês investigou a transferência de dados pessoais da aplicação para a China.

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